Vereadores apontam redução de frota e pedem CPI para investigar transporte coletivo em Várzea Grande

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VINÍCIUS ANTÔNIO

DO REPÓRTERMT

Um grupo de vereadores de Várzea Grande protocolou um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades no transporte coletivo urbano prestado pela empresa União Transporte e Turismo Ltda. O requerimento foi apresentado pelo vereador Caio Cordeiro (Novo) e tem como alvo fatos ocorridos entre 2016 e 2026.

Conforme o documento, a CPI pretende apurar supostos descumprimentos de cláusulas contratuais da concessão do transporte público municipal, além de falhas operacionais e de fiscalização por parte do poder público.

Entre os principais pontos levantados pelos parlamentares estão suspeitas de redução da frota em circulação, utilização irregular de veículos vinculados a outros contratos, falhas na entrega de novos ônibus e ausência de comprovação individualizada da frota declarada pela concessionária.

Os vereadores também questionam se os veículos prometidos contam, de fato, com itens como ar-condicionado, biometria facial, Wi-Fi, câmeras de segurança e rastreamento por GPS.

O requerimento aponta ainda possíveis falhas na implantação de ferramentas tecnológicas voltadas ao atendimento dos usuários, como aplicativo de previsão de chegada, ouvidoria digital e pontos de recarga.

Outro foco da investigação seriam eventuais falhas de transparência na divulgação de documentos, relatórios, notificações e sanções relacionadas ao contrato de concessão.

O texto sustenta que há indícios de precariedade, insuficiência e descontinuidade do serviço prestado à população, citando reclamações de usuários, registros públicos e documentos administrativos.

O pedido também menciona a existência de um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público Estadual para acompanhar a iminência do fim da concessão e as medidas administrativas relacionadas à futura licitação do transporte coletivo.

Segundo o protocolo, caso aprovada, a comissão terá prazo de 120 dias e será composta por cinco vereadores.

Além de Caio Cordeiro, o requerimento conta com as assinaturas dos vereadores Adilsinho (Republicanos), Bruno Rios (PL), Carlinhos Figueiredo (Republicanos), Charles da Educação (União), Cleyton Nassarden (MDB), Jânio Calistro (União), Joaquim Antunes (PSDB), Lucas Chapéu do Sol (PL) e Rosy Prado (União).

Mesmo licenciado, o vereador Rogerinho Dakar também declarou apoio público à abertura da investigação.

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FONTE : ReporterMT