No entanto, durante a audiência, a promotoria reproduziu uma gravação feita posteriormente pelo coordenador de enfermagem Mariano Perroni, na qual ele alertava que a estrutura de assistência domiciliar era inadequada.
“Estamos mal preparados para uma emergência. É inaceitável que não haja um guia médico ou uma bolsa de soro disponível quando um enfermeiro está de plantão. Não custa nada estar preparado”, disse Perroni na mensagem reproduzida no tribunal.
Após ouvir o áudio na sala, Benvenuti declarou que, se tais elementos de fato estivessem ausentes, a assistência domiciliar prestada era “insuficiente”.
Maradona foi submetido a uma cirurgia no dia 3 de novembro de 2020 para tratar um hematoma subdural. Dias depois, foi transferido para uma residência em Tigre, ao norte de Buenos Aires, onde faleceu em 25 de novembro, aos 60 anos, em decorrência de um edema pulmonar e parada cardiorrespiratória.
O julgamento busca determinar a responsabilidade dos membros da equipe médica que assistiu o ex-jogador durante aquele período de cuidados domiciliares, cuja adequação e condições estão sendo questionadas.
Benvenuti foi convocado por um advogado e amigo de Maradona para fornecer um parecer externo a respeito da cirurgia. Ele relatou que esteve com o ex-jogador antes da operação, o acompanhou até a sala cirúrgica e observou o procedimento.
noticia por : UOL




