Recebido com tapete vermelho na Casa Branca, Lula obteve sorrisos, atenção e elogios do anfitrião. Após três horas de conversa, Trump o descreveu como um sujeito “bom”, “dinâmico” e “inteligente”. Avaliou a reunião como “muito boa”. Lula não obteve um mísero acordo. Mas desobstruiu a via diplomática. Seu maior feito foi a restauração da normalidade nas relações com os Estados Unidos. Ainda que essa normalidade seja eterna até o próximo surto de Trump.
Lula já havia encerrado a entrevista coletiva na embaixada em Washington quando foi presenteado, fora do púlpito, com uma pergunta sobre a batida da Polícia Federal nos endereços do senador Ciro Nogueira. Trazia a resposta na ponta da língua. A PF cumpriu ordem judicial, disse. Uma ordem emitida por André Mendonça, enviado ao Supremo por Bolsonaro.
Na semana passada, em conluio com Davi Alcolumbre, a oposição imaginou ter emitido o atestado de óbito do governo ao rejeitar a indicação de Jorge Messias para o Supremo e derrubar o veto à lei que reduz a pena de Bolsonaro. Nesta semana, Lula espantou as moscas e devolveu as coroas de flores. Ironicamente, teve o luxuoso suporte de dois personagens estimados pelo bolsonarismo.
noticia por : UOL



