O papa adotou um novo estilo de discurso vigoroso durante a turnê desta semana em meio a ataques do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No voo de Camarões para Angola, ele procurou minimizar a rixa entre eles, dizendo a jornalistas que os comentários que fez sobre “tiranos” no início da viagem não eram dirigidos a Trump e que não era do interesse do papa debater com ele.
Uma vez na capital angolana, Luanda, Leão 14 lamentou que “interesses poderosos reivindicam” os recursos naturais da ex-colônia portuguesa, uma aparente referência a empresas estrangeiras que se beneficiam dos setores de petróleo e diamantes de Angola e de seu nascente setor de minerais críticos.
“Com demasiada frequência, as pessoas olharam – e continuam a olhar – para suas terras… a fim de tomar”, disse o papa em comentários feitos ao presidente angolano, João Lourenço, e a outros líderes políticos.
“Quanto sofrimento, quantas mortes, quantos desastres sociais e ambientais são provocados por essa lógica do extrativismo!”, disse o papa.
LEÃO NA ÁFRICA
Leão 14, originário da cidade norte-americana de Chicago, manteve um perfil relativamente discreto para um papa em seus primeiros 10 meses, mas nas últimas semanas tornou-se franco em uma série de questões.
noticia por : UOL




