OAB vai ao CNJ e exige punição para juíza Mônica Perri que mandou a Ordem "se danar" em Cuiabá

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ANA JÁCOMO

DO REPÓRTERMT

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) cobrou ações contra a juíza Mônica Perri, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá. Em petição enviada na última quarta-feira (25) ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, e a presidente da seccional Mato Grosso, Gisela Cardoso, cobraram “celeridade e urgência” no julgamento da reclamação disciplinar contra a magistrada. 

O estopim da crise ocorreu durante o júri do investigador Mário Wilson Gonçalves, em dezembro de 2025, quando Perri se exaltou e disparou a frase: “que se dane a OAB” (Veja o vídeo no final da matéria), ordenando ainda a retirada de representantes da instituição do plenário. A OAB agora tenta impedir que o caso seja arquivado sob a justificativa de “mero desabafo” ou “reação a provocações” da defesa.

Na nova manifestação ao corregedor nacional Mauro Campbell, a OAB afirma que a juíza extrapolou os limites da urbanidade e continua a atacar a classe em suas defesas prévias, ao classificar a representação como “litigância predatória”.

Na petição, a OAB rebate duramente a tentativa da magistrada de classificar o episódio como um mero ‘desabafo’ ou ‘reação a provocações’.

A instituição destaca que Mônica Perri continua a atacar a advocacia mesmo durante o processo no CNJ, chegando a classificar a denúncia da Ordem como ‘litigância predatória’. Para Beto Simonetti e Gisela Cardoso, a postura da juíza tenta estabelecer uma hierarquia inexistente e fere o dever de urbanidade imposto pelo Código de Ética da Magistratura.

As entidades reforçam que não há hierarquia entre magistratura e advocacia e que o comportamento da juíza fere a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman).

O julgamento que gerou o conflito envolve o homicídio qualificado do policial militar Thiago Ruiz, morto em 2023 em Cuiabá.

Diante do clima de hostilidade e da representação no CNJ, o júri foi remarcado para o dia 12 de maio de 2026. A Ordem sustenta que a omissão do conselho diante das falas de Perri pode “fragilizar a credibilidade do Poder Judiciário”.

Veja o vídeo:

 

FONTE : ReporterMT