Dengue, zika, herpes: ao menos 24 tipos de vírus foram transportados em furto na Unicamp

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Ainda segundo o documento, a partir da falta do material, foi possível delimitar a janela temporal do possível furto, “sugerindo que o evento tenha ocorrido em período curto e de forma concentrada”. A Polícia Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foram prontamente acionadas pela Unicamp.

Conforme a PF, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela 9.ª Vara Federal de Campinas, na segunda-feira na cidade. “O material subtraído foi localizado e encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária para análise”, disse, em nota.

De acordo com o documento da Justiça federal, eles foram encontrados em “laboratórios diversos”. “Foi apurado que tais materiais estavam armazenados em freezers e também parcialmente descartados em lixeiras, inclusive após manipulação”, aponta.

As investigações apontam que havia indicativos de que Soledad acessou “diferentes laboratórios, inclusive com auxílio de terceiros, apesar de não possuir acesso próprio, e realizou movimentação dos materiais”. O possível grau de envolvimento dessas pessoas não foi especificado.

A PF indicou ainda que a professora manipulou amostras biológicas (OGM ou derivados) em ambiente diverso do originalmente autorizado, com deslocamento entre laboratórios e armazenamento irregular, em desacordo com as normas técnicas e institucionais de controle.

“A manipulação, armazenamento e descarte indevido de material biológico potencialmente sensível, inclusive em ambientes não controlados e com descarte em lixeiras, configura exposição da saúde de terceiros a perigo direto e iminente, diante do risco inerente ao manuseio de amostras virais fora de protocolos de biossegurança”, afirma o termo de audiência.

noticia por : UOL