O programa de missões médicas é uma das maiores fontes de renda estrangeira para o governo cubano, para quem os países que decidiram encerrar seus convênios cederam à pressão de Washington.
Os Estados Unidos impõem um embargo comercial a Cuba desde 1960 e, neste ano, o governo Trump intensificou a ameaça de tarifas sobre os países que enviam petróleo para a ilha, onde a escassez de combustível causou o agravamento de apagões de energia e prejudicou serviços essenciais.
O México, que suspendeu suas remessas de petróleo para a maior ilha do Caribe, está entre os vários países que enviaram ajuda humanitária a Cuba.
Bahamas, Honduras, Guatemala, Jamaica e Guiana anunciaram planos para encerrar os acordos com Cuba no âmbito do programa que, segundo os EUA, explora os profissionais da saúde e equivale a trabalho forçado.
Os países anfitriões, onde as comunidades rurais dependem dos serviços prestados pelos médicos e enfermeiros cubanos, rejeitam a alegação. Autoridades afirmam que os salários e os ?padrões de trabalho dos médicos estão de acordo com as leis locais e internacionais.
Embora países da região tenham se oposto por muito tempo ao embargo dos EUA a Cuba, uma onda de governos alinhados à direita mudou o posicionamento.
noticia por : UOL




