Relembre a greve dos caminhoneiros de 2018
Entre 21 e 30 de maio de 2018, caminhoneiros em todo o país decidiram paralisar e ocupar as rodovias. Sem liderança centralizada, as reivindicações variaram desde a redução do preço do diesel à regulação dos fretes rodoviários
O governo federal, comandado à época por Michel Temer (MDB), levantou a hipótese de que a manifestação era locaute, um tipo de paralisação ilegal no Brasil promovido por empresários para atender aos seus interesses
Nas semanas antes da greve, o preço do diesel sofreu sucessivos aumentos, o que causou a revolta de caminhoneiros e transportadores. Esses trabalhadores passaram a se comunicar e se mobilizar via grupos de WhatsApp
Uma vez que a mobilização tinha começado, o WhatsApp foi fundamental para propagar informações, passar mensagens de motivação, angariar apoio e bater de frente com o governo Temer
As reivindicações variavam entre diferentes grupos de caminhoneiros, mas os pedidos mais importantes eram a redução do preço do diesel e a regulação dos fretes rodoviários
No dia 23 de maio, dois dias após o início da greve, ela já atingia 25 estados e estava causando uma crise de abastecimento de combustíveis no país. A paralisação ainda deixou aeroportos sem combustíveis
A greve ainda causou impacto na produção de alimentos, desabastecimento em mercados, falta de entrega de botijões de gás e até queda de compras online
Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a paralisação gerou prejuízos de mais de R$ 5 bilhões ao setor agropecuário. Já a Ebit, empresa de informações sobre e-commerce, apontou que o comércio eletrônico deixou de faturar R$ 407,2 milhões
Alguns manifestantes pediam, ainda, intervenção militar e a saída de Michel Temer da presidência da República. O governo fez acordos com os grevistas e anunciou um conjunto de medidas que atende algumas das reivindicações feitas por eles
O que o governo prometeu?
Reajustes mensais no preço do óleo diesel;
Isenção da cobrança do eixo suspenso em todo o país;
30% dos fretes da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) destinados a caminhoneiros autônomos;
Estabelecimento da tabela mínima de frete
Desconto de R$ 0,46 centavos no preços do diesel;
A paralisação dos caminhoneiros gerou um estrago na inflação. A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que coleta preços no município de São Paulo, apurou uma evolução de 0,19% na inflação de maio, contra deflação em abril
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noticia por : UOL



