Com base em métodos científicos revisados por pares e em pesquisas estabelecidas sobre calor e mortalidade, o estudo calcula que a onda de calor provavelmente provocou quase 2.300 mortes prematuras entre 23 de junho e 2 de julho nas cidades. E quase 1.500 óbitos, praticamente dois terços, não teriam ocorrido sem os graus adicionais provocados pelo desequilíbrio climático causado pela humanidade.
Os autores, de instituições do Reino Unido, Países Baixos, Dinamarca e Suíça, destacaram que a estimativa é apenas um olhar preliminar, antes de qualquer contagem oficial.
As ondas de calor são particularmente perigosas para idosos, pessoas enfermas, crianças pequenas, pessoas que trabalham ao ar livre e qualquer pessoa exposta a temperaturas elevadas por longos períodos sem descanso, especialmente durante uma sucessão de noites quentes.
Áreas extensas do sul da Europa registraram uma sequência de “noites tropicais”, quando as temperaturas não baixam o suficiente para permitir que o corpo se recupere.
“Para milhares de pessoas, um aumento de apenas 2º ou 4°C pode fazer a diferença entre a vida e a morte”, declarou Garyfallos Konstantinoudis, do Imperial College de Londres.
“Por este motivo, as ondas de calor são conhecidas como assassinas silenciosas: a maioria das mortes ocorre em casas e hospitais, fora da vista, e raramente são relatadas”, acrescentou.
noticia por : UOL




