A onda de calor continua a ser o principal assunto dos jornais franceses nesta quarta-feira (2), que analisam as dificuldades de adaptação do país às altas temperaturas.
“Um episódio intenso, brutal e que se eterniza por 13 dias”, descreve o Le Monde sobre o fenômeno precoce, que surpreendeu 88% dos franceses logo no início do verão. Até agora, a onda de calor mais longa vivida no país foi de 14 dias, em 1976, aponta o diário. Se o recorde de temperatura, de 46 graus atingido em 2019 não deverá ser batido, em grande parte do território, os termômetros têm estado entre 36 e 41 graus nos últimos dias. O calor levou ao fechamento de cerca de 1500 escolas, um exemplo da dificuldade da França em se adaptar à nova realidade causada pelas mudanças climáticas.
O Le Figaro destaca que o fim da onda de calor se aproxima, já que as temperaturas devem começar a cair nesta quarta-feira. A preocupação com o futuro, no entanto, é grande entre as famílias francesas, após muitos estabelecimentos escolares terem sido obrigados a fechar as portas por não terem condições adequadas para receber alunos. O Figaro analisa a questão da climatização de escolas, hospitais e transportes. Em Paris, metade da rede de metrô tem ar condicionado. “Nós ficamos sufocados, é um inferno”, diz uma usuária de transporte público citada pela reportagem. Enquanto no campo, a época de colheita do trigo é marcada pelo risco de incêndios.
noticia por : UOL




