As vítimas, imigrantes do Haiti em Mato Grosso, pagaram R$ 741 mil pelo frete do voo que traria seus parentes para o Brasil, porém que nunca aconteceu.
Entre as ordens judiciais cumpridas estão cinco mandados de busca e apreensão, três mandados de proibição de saída do país, dois mandados de suspensão de atividade empresarial, três mandados de suspensão da atividade profissional da advocacia e quatro mandados de bloqueio de bens e valores.
As investigações iniciaram em novembro de 2023 após a Associação de Defesa dos Haitianos Imigrantes e Migrantes em Mato Grosso, procurem a Delegacia de Estelionato, relatando que diante da crise política no país, diversos membros reuniram esforços para juntar dinheiro e fretar um avião para trazer seus parentes mais próximos, uma vez que não existem voos comerciais entre os dois países.
Foi realizado o contrato no valor de R$ 741 mil com a empresa e uma advogada, cujo objeto era o frete do avião que partiria do aeroporto de Toussainte Louverture em Porto Príncipe – Haiti com destino ao Brasil.
A associação dos haitianos chegou a solicitar a restituição do valor pago à advogada da empresa, a qual alegou que o valor seria restituído pouco a pouco, e que teria que ser restituído da conta bancária da companhia aérea, porém não foi apresentada data ou compromisso concreto de restituição do valor pago.
Com base nas informações passadas, foi instaurado inquérito policial na Delegacia de Estelionato de Cuiabá, na época sob a coordenação do delegado Marcelo Torhacs, para apuração de crime de estelionato, sendo representado pelas ordens judiciais com alvo os responsáveis pela empresa e a advogada que representava a empresa de viagens.
O delegado Vinícius Nazário coordendou o cumprimento das buscas em Santa Catarina, onde foram apreendidos computadores da empresa de viagem, aparelhos celulares, um computador da advogada e um veículo Toyota Etios, novo.