Voto pelo correio marca início das eleições nos Estados Unidos

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    Funcionários do Conselho Eleitoral do Condado de Wake preparam cédulas de voto por ausência, com instruções para votação, para serem enviadas pelo correio
    Matt Ramey / AP
    As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos começaram nesta sexta-feira (4), com o envio das primeiras cédulas pelo correio na Carolina do Norte, no leste do país. O início da votação ocorre em meio à disputa sobre as regras para o voto à distância.
    O governo de Donald Trump, que tenta manter o controle do Congresso, voltou a pedir nesta semana que a Suprema Corte autorize, em caráter de urgência, a adoção de regras mais rígidas para o voto pelo correio enviado pelo Serviço Postal dos EUA.
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    Democratas acusam o governo republicano de criar dificuldades para os eleitores com as novas exigências. Entre as medidas está a ampliação do uso de códigos de barras nos envelopes das cédulas.
    A Suprema Corte autorizou parcialmente mudanças nas regras do voto pelo correio. Uma juíza federal, no entanto, voltou a bloquear as medidas por considerar que não há tempo suficiente para colocá-las em prática antes da eleição.
    A votação presencial está marcada para 3 de novembro em todo o país.
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    Os americanos vão escolher os ocupantes dos 435 assentos da Câmara dos Representantes e de cerca de um terço das cadeiras do Senado. Pesquisas apontam uma alta probabilidade de que os democratas retomem o controle da Câmara.
    As eleições são marcadas pela inflação e pela guerra no Irã. O resultado vai definir quanto espaço Trump terá para avançar com sua agenda nos dois últimos anos de seu mandato.
    A disputa pelo Senado deve ser mais apertada. Os republicanos têm atualmente 53 das 100 cadeiras, contra 47 dos democratas. Para assumir o controle da Casa, os democratas precisam conquistar pelo menos quatro cadeiras a mais do que os republicanos.
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    A empresa Decision Desk HQ projetou a possibilidade de um Senado dividido igualmente, com 50 cadeiras para cada partido. Nesse cenário, o vice-presidente republicano, JD Vance, teria o voto de desempate.
    Republicanos e democratas tratam a eleição como um referendo sobre o governo Trump. A aprovação do presidente está no nível mais baixo de seu mandato: seis em cada dez americanos dizem desaprovar sua gestão.
    Eleições de meio de mandato costumam representar uma derrota para o partido do presidente. Agora, a disputa é para saber qual será o tamanho do revés para Trump nas urnas.
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    Fonte: G1