O problema causado pelo lixo espacial feito pelo homem piorou significativamente em 2024, de acordo com um novo relatório da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).
Em agosto do ano passado, por exemplo, um lançamento chinês alarmou o mundo todo depois que um foguete Long March 6A, que transportava 18 satélites de comunicação, explodiu e criou uma das maiores fontes de lixo espacial em décadas.
Pedaços de foguetes antigos, satélites ou outras espaçonaves criam riscos de colisão para operadores de satélites como o Starlink, da SpaceX, e o OneWeb, da Eutelsat Communications, que fornecem conexões de internet a partir da órbita terrestre baixa.
O número de objetos rastreados por redes de vigilância espacial aumentou 8% no ano passado, para cerca de 40 mil, afirmou a ESA em um relatório publicado nesta terça-feira (2).
“A quantidade de detritos espaciais em órbita continua a aumentar rapidamente”, disse a agência, apontando para o que chamou de “vários eventos importantes de fragmentação” em 2024.
Também existem muitas outras peças de lixo espacial que são muito pequenas para rastrear, porém ainda podem interferir em satélites ou outras espaçonaves, acrescentou a ESA.
Detritos espaciais que representam risco |
|
---|---|
Objetos maiores que 1 cm | mais de 1,2 milhão |
Objetos maiores que 10 cmm |
mais de 50 mil |
Com mais empresas como a Amazon e a Telesat Corp., bem como empresas estatais chinesas, tentando competir com a Starlink, reguladores na Europa e nos Estados Unidos implementaram novas regras para exigir que os operadores movam em até cinco anos os satélites que não estejam mais em uso.
No entanto, isso pode não ser suficiente, de acordo com a ESA.
“Se extrapolarmos as tendências atuais para o futuro, como antes, os números de colisões catastróficas poderiam aumentar significativamente”, disse a agência europeia.
noticia por : UOL