De acordo com o Monitor, foi a primeira vez, em um período próximo, que uma manifestação da esquerda superou uma da direita.
O governo dos Estados Unidos usou como justificativa para taxar produtos brasileiros em 50% o julgamento do Bolsonaro. Mas Trump não impôs tarifas por causa do ex-presidente, usando-o como instrumento para justificar suas ações e forçar o Brasil a capitular nas pautas de seu interesse. Quer que o nosso país reduza as tarifas e barreiras a produtos dos EUA e que não exija que as big techs precisem seguir as nossas leis ao atuar por aqui.
Com isso, milhões de empregos brasileiros estão em risco, sem contar queda de renda, alta da inflação e do dólar e outras desgraças.
Como já disse aqui ontem, caso saiba comunicar isso de forma clara à população, o governo Lula pode colar em Jair a pecha de traidor, gerar uma identidade reativa e criar um caldo de insatisfação junto aos patriotas de verdade – que não gostam de outro país dizendo o que o Brasil deve ou não deve fazer.
Um exemplo disso aconteceu no Canadá, quando Trump começou a defender que ele se tornasse o 51º estado norte-americano. Os conservadores, que estavam liderando as pesquisas, desabaram, e o povo manteve os liberais no poder.
O último ato convocado em São Paulo por movimentos sociais de esquerda contra a anistia, pela prisão de Jair Bolsonaro e em memória dos 61 anos do golpe militar de 31 de março de 1964, havia reunido 6,6 mil pessoas, no dia 30 de março, na avenida Paulista.
noticia por : UOL
