Trump concede perdão a Rudy Giuliani e outros aliados que tentaram reverter resultado da eleição de 2020

    2


    Rudy Giuliani em evento com Donald Trump na Carolina do Norte em agosto de 2016
    Evan Vucci/AP
    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu nesta segunda-feira (10) perdão presidencial a seu ex-advogado Rudy Giuliani e outros aliados políticos que tentaram reverter o resultado da eleição de 2020, na qual o republicano perdeu para Joe Biden.
    ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
    “Importante perdão aos eleitores alternativos de 2020!!”, afirmou o procurador do Departamento de Justiça responsável por indultos, Ed Martin, em publicação no X em que rebateu um tweet de maio dizendo “nenhum Maga será deixado para trás”. Maga é o acrônimo de “Make América Great Again”, ou “Façam os EUA Grandes Novamente” em português, slogan de Trump e apelido de seus apoiadores.
    Giuliani e outras 76 pessoas receberam “perdão total, completo e incondicional”, segundo lista divulgada por Martin. (Veja a lista completa no final da matéria)
    Segundo a ordem executiva de Trump, eles foram perdoados “por condutas relacionadas a aconselhamento, criação, organização, execução, submissão, apoio, votação, atividades, participação ou defesa de qualquer lista ou proposta de lista de eleitores presidenciais em conexão com a eleição presidencial de 2020, bem como por quaisquer ações relacionadas a seus esforços para expor fraudes eleitorais e vulnerabilidades na eleição presidencial de 2020”.
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    Advogado e político americano, Giuliani foi peça central das tentativas de Trump de contestar o resultado das eleições presidenciais de 2020, promovendo alegações infundadas de fraude eleitoral e participando de audiências e campanhas públicas para apoiar o republicano. (Leia mais abaixo)
    O perdão presidencial é um poder previsto na Constituição dos EUA e é quase ilimitado. Na prática, o presidente pode conceder o benefício a qualquer pessoa, incluindo familiares e amigos, por quaisquer ofensas cometidas contra o país. Trump havia dito que concederia, neste segundo mandato presidencial, perdões para aliados, e já o fez com 1.500 apoiadores que invadiram o Capitólio em 2021.
    Segundo a Constituição, o perdão presidencial tem apenas duas exceções: o benefício não pode ser concedido para pessoas alvos de impeachment; e só pode ser concedido para pessoas que cometeram crimes federais. Quando o decreto de perdão é publicado, a conduta criminosa em questão é anulada perante a Justiça federal. Se a pessoa beneficiada estiver presa, ela é colocada em liberdade.
    Em sua ordem presidencial desta segunda, Trump deixou claro que o perdão não se estende a ele —uma medida inteligente, porque senão poderia ser visto como admissão de culpa por algum crime federal.
    Tentativas de reverter eleição de 2020
    Invasão do Capitólio por apoiadores de Trump em 6 de janeiro de 2021.
    Tayfun Coskun/AA/picture alliance
    Trump perdeu a eleição de 2020 para Joe Biden no final de seu primeiro mandato na Casa Branca, e até hoje o republicano não aceitou o resultado. Sua retórica contestatória à época inflamou seus apoiadores, que invadiram o Capitólio em 6 de janeiro de 2021 em busca de impedir a consolidação do processo eleitoral.
    Até hoje, Trump afirma repetidamente que a eleição de 2020 foi roubada, porém não apresenta provas consistentes para sustentar a acusação.
    Giuliani acompanhou Trump, como co-conspirador, em dois dos quatro indiciamentos em que o atual presidente foi réu durante seu período longe da Casa Branca. A colunista do g1 Sandra Cohen relatou, em texto de 2023, a derrocada de Giuliani: ele foi de prefeito de Nova York e protagonista do combate às máfias na cidade para arquiteto de teorias conspiratórias.
    Giuliani chegou a ser preso em agosto de 2023 no estado da Geórgia por seu envolvimento na tentativa de anular os resultados das eleições, porém foi liberado após pagar fiança. O advogado respondia a processos criminais e civis.
    Veja a lista de pessoas perdoadas por Trump nesta segunda (10):
    No sentido horário: Ray Smith, Cathy Latham, Rudy Giuliani, Kenneth Chesebro, Harrison Floyd, Sidney Powell, Mark Meadows, Jenna Ellis
    CONDADO DE FULTON
    Mark Amick
    Kathy Berden
    Christina Bobb
    Tyler Bowyer
    Joseph Brannan
    Carol Brunner
    Mary Buestrin
    Darryl Carlson
    James “Ken” Carroll
    Brad Carver
    Robert Cheeley
    Kenneth Chesebro
    Hank Choate
    Jeffrey Clark
    Vikki Consiglio
    Nancy Cottle
    James DeGraffenreid
    John Downey
    John Eastman
    Jenna Ellis
    Boris Epshteyn
    Amy Facchinello
    Bill Feehan
    Carolyn Fisher
    Harrison Floyd
    Clifford Frost
    Kay Godwin
    Edward Scott Grabins
    Stanley Grot
    Rudolph Giuliani
    John Haggard
    Scott Hall
    Misty Hampton
    David G. Hanna
    Mark Hennessy
    Mari-Ann Henry
    Durward James Hindle III
    Andrew Hitt
    Jake Hoffman
    Burt Jones
    Anthony T. Kern
    Kathy Kiernen
    Timothy King
    Trevian Kutti
    James Lamon
    Cathleen Latham
    Jesse Law
    Stephen Lee
    Michele Lundgren
    Meshawn Maddock
    Michael McDonald
    Mark Meadows
    Shawn Meehan
    Robert Montgomery
    Daryl Moody
    Samuel I. Moorhead
    Loraine Pellegrino
    Sidney Powell
    James Renner
    Eileen Rice
    Mayra Rodriguez
    Mike Roman
    Rose Rook
    Kelly Ruh
    Greg Safsten
    David Shafer
    Marian Sheridan
    Ray Stallings Smith III
    Robert F. Spindell Jr.
    Shawn Still
    Ken Thompson
    Pam Travis
    James Troupis
    Kent Vanderwood
    Kelli Ward
    Michael Ward
    C.B. Yadav
    source
    Fonte: G1