Três homens são presos por suspeita de negligência em incêndio que deixou 44 mortos em Hong Kong


    Vídeo mostra momento em que complexo de arranha-céus pega fogo em Hong Kong
    A polícia de Hong Kong prendeu três homens suspeitos de homicídio pelo incêndio que atingiu um complexo residencial e deixou ao menos 44 mortos. Um bombeiro está entre as vítimas, segundo autoridades. Quase 300 pessoas estão desaparecidas.
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    Os suspeitos trabalham em uma empresa que fazia manutenção no complexo de Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po. Segundo a polícia, materiais usados na obra — andaimes de bambu, telas de proteção e espuma aplicada em janelas — podem ter facilitado a propagação das chamas.
    “Temos razões para acreditar que os responsáveis da empresa foram gravemente negligentes, o que levou a este acidente e permitiu que o fogo se espalhasse de forma incontrolável, causando muitas mortes”, disse a superintendente Eileen Chung.
    As chamas se espalharam por várias torres e apartamentos, e uma enorme coluna de fumaça tomou o céu de Hong Kong
    AP Photo/Chan Long Hei
    O incêndio começou na tarde de quarta-feira (26), pelo horário local. O complexo tem oito blocos e 2 mil apartamentos. Os bombeiros trabalharam durante a madrugada e relataram dificuldade para alcançar os andares superiores por causa do calor e da fumaça intensa.
    Até o início da manhã de quinta-feira (27), em Hong Kong, quatro blocos estavam sob controle. As equipes seguiram atuando em três prédios, mais de 15 horas após o início do fogo. Imagens mostraram chamas ainda saindo de pelo menos duas torres de 32 andares.
    Cerca de 900 moradores foram levados para abrigos temporários. A polícia informou que 45 feridos estão em estado crítico. Pelo menos 279 moradores estavam desaparecidos, segundo o governo.
    O líder de Hong Kong, John Lee, disse que a prioridade é apagar o incêndio, resgatar moradores e apoiar os feridos. Ele afirmou que uma investigação completa será aberta.
    A tragédia ocorre a poucos dias de uma eleição legislativa em Hong Kong e reacende críticas sobre segurança em obras e em grandes complexos residenciais.
    O governo de Hong Kong iniciou em março a substituição gradual de andaimes de bambu, citando riscos aos trabalhadores. Desde 2019, foram registradas 22 mortes envolvendo esse tipo de estrutura. Metade das obras públicas terá de usar estruturas metálicas.
    O complexo de Wang Fuk Court fica no distrito de Tai Po, área perto da fronteira com a China. Construído em 1983, o conjunto faz parte de um programa de moradia subsidiada. Segundo sites de imobiliárias, o local passa por reformas há um ano, a um custo de R$ 223 milhões.
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    Incêndio de grandes proporções atinge conjunto de arranha-céus em Hong Kong em 26 de novembro de 2025.
    Yan Zhao/AFP
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    Fonte: G1

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