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Tenente da PM vai a júri por atirar contra motorista de aplicativo em Cuiabá

VINÍCIUS ANTÔNIO

DO REPÓRTERMT

O juiz André Barbosa Guanaes Simões, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou que o tenente da Polícia Militar Rennan Albuquerque de Melo seja levado a júri popular pela tentativa de homicídio qualificado contra o motorista de aplicativo Diego Veiga Santos. O magistrado também manteve Rennan preso preventivamente e negou os pedidos da defesa para que ele responda ao processo em liberdade, em prisão domiciliar ou submetido a outras medidas cautelares.

O crime ocorreu em 19 de dezembro de 2025 e começou após uma confusão no trânsito nas proximidades do Shopping Goiabeiras, em Cuiabá. Segundo a denúncia do Ministério Público, o militar dirigia um Jetta e se envolveu em uma sequência de colisões com o carro de Diego. Poucos minutos depois, na Rua Major Otávio Pitaluga, Rennan atirou várias vezes contra o motorista. Diego foi atingido, mas sobreviveu.

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Rennan admitiu em depoimento que efetuou os disparos, mas apresentou uma versão diferente da acusação. Ele afirmou que estava sendo seguido por Diego e que reagiu porque entendeu que estava diante de uma ameaça contra ele e o filho.

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A vítima, por outro lado, relatou que seguiu o Jetta após a confusão no trânsito para tentar entender o que havia acontecido e responsabilizar o motorista pelos danos causados ao veículo.

Ao analisar as duas versões e as demais provas, o juiz entendeu que não havia elementos suficientes para reconhecer, nesta fase do processo, que o PM agiu em legítima defesa.

Rennan irá a júri por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Também serão analisadas acusações de dano qualificado, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e fraude processual.

Entenda a fraude

A acusação de fraude processual está relacionada ao que teria ocorrido após os disparos. Segundo o Ministério Público, Rennan e Karoline Pereira Miranda de Melo teriam criado uma versão falsa de que o Volkswagen Jetta usado no episódio havia sido furtado.

Karoline teria registrado um boletim de ocorrência comunicando o suposto furto. Posteriormente, o veículo foi localizado em Várzea Grande sem as placas afixadas. Elas estavam dentro do carro.

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Karoline também continuará respondendo pela acusação de fraude processual e, caso a ação prossiga após uma revisão determinada pelo juiz, a acusação será julgada pelo Tribunal do Júri juntamente com o processo de Rennan.

Ela permanecerá em liberdade, pois o magistrado entendeu que não existem motivos atuais para decretar sua prisão ou impor outras medidas cautelares.

Aguarda julgamento na prisão

Rennan está preso desde dezembro de 2025. A prisão, inicialmente temporária, foi convertida em preventiva em janeiro deste ano. Na nova decisão, o juiz considerou que ainda existem motivos para mantê-lo detido, principalmente para a garantia da ordem pública.

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FONTE : ReporterMT

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