Rússia recomenda enviar mulheres que não querem ser mães para psicólogos

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    Russas que não querem ser mães devem ser encaminhadas para psicológos, recomenda governo russo
    Olga Maltsevva/AFP
    A Rússia quer que mulheres que não desejam ter filhos sejam encaminhadas a psicólogos para tentar convencê-las a mudar de ideia, segundo uma nova diretriz destinada a combater a crise demográfica do país.
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    A medida foi aprovada no final de fevereiro, mas só foi divulgada esta semana pela imprensa local.
    O Ministério da Saúde russo agora recomenda que os médicos encaminhem mulheres que não desejam ter filhos “para uma consulta com um psicólogo, com o objetivo de fomentar uma atitude positiva em relação à maternidade”, de acordo com um documento visto pela AFP nesta quinta-feira (18).
    Ainda segundo o texto, os médicos devem convidar mulheres entre 18 e 49 anos para exames médicos anuais para “avaliar sua saúde reprodutiva”.
    As recomendações também incluem exames semelhantes para homens da mesma idade, mas exclusivamente para avaliar sua saúde física, sem envolver psicólogos.
    A acentuada queda na taxa de natalidade da Rússia tem sido uma das principais preocupações do presidente Vladimir Putin desde que chegou ao poder, há 25 anos.
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    Para o Kremlin, o encolhimento da população russa é apresentado como uma questão de sobrevivência nacional. Em 2024, o governo já havia alertado que a Rússia enfrentaria a “extinção” se sua taxa de natalidade não aumentasse.
    A taxa de natalidade do país é a mais baixa dos últimos 200 anos, em torno de 1,4 filho por mulher, bem abaixo do limite de 2,1 que os demógrafos consideram necessário para estabilizar a população.
    Nos últimos anos, o país também endureceu as leis sobre o aborto e famílias numerosas, além de glorificadas na mídia, se beneficiam de uma série de vantagens econômicas e sociais concedidas pelo Estado.
    Em outubro de 2024, o Parlamento da Rússia aprovou um projeto de lei que proíbe qualquer tipo de propaganda direcionada a adultos sem filhos.
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    Fonte: G1