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“Rainha da Lei Rouanet”, Daniela Mercury lidera chilique de artistas contra a direita

Almanaque é a seção de sábado editoria de Ideias da Gazeta do Povo. Aqui, você vai encontrar um apanhado de notícias, personagens e histórias que deram o que falar na semana — e não caberiam em outro lugar.

A clicada

O animal-símbolo do Planalto não abriu o voto, mas desconfiamos que sua pata não apertou o 13

Pulga atrás da orelha

Depois de virar estrela nas redes do governo Lula, o vira-lata caramelo apareceu numa seção eleitoral perto da Rocinha, no Rio. Mas, na hora de votar, bateu uma coceira nele. Parece que o garoto-propaganda do PT não estava tão seguro de fazer o L.

Não é fake

Votou e ferrou

“No Rio, 204 mil digitaram 13 para governador e anularam o voto”

Notícia do jornal O Globo.

Lula pediu votos para Eduardo Paes, do PSD, mas 204 mil eleitores digitaram o número do PT — que nem tinha candidato ao governo do Rio. O aliado era o 55, mas o 13 acabou levando 30% dos votos nulos para o cargo.

O intrigante é que a foto de Paes não apareceu e mesmo assim as pessoas apertaram o “confirma”. Não dá para saber se foi confusão ou protesto, mas os militantes conseguiram uma façanha: votar no PT e ferrar o partido ao mesmo tempo.

Responda rápido

O canto do banqueiro

Segundo mensagens obtidas pela Polícia Federal, Daniel Vorcaro patrocinou uma festa nada modesta para comemorar o aniversário da modelo Yasmin Brunet, em 2024. Orçado em R$ 1,5 milhão, o chamado “Baile da Sereia” reuniu 200 convidados no Hotel Rosewood, em São Paulo, e teve shows de artistas de funk, rap e sertanejo. O banqueiro, porém, aprontou uma das suas no dia da farra.

Veja a resposta no fim da página.

Mini-ranking

Top 3 “O choro é livre”: artistas revoltados com o eleitor brasileiro

1. Marcelo Adnet

O comediante, criado no charmoso bairro carioca do Humaitá, importou sua revolta diretamente das quebradas mais barra pesada de São Paulo. “Adolf Hitler sorri no inferno”, postou Adnet, citando o grupo de rap Racionais MCs. Até para dar chilique, a zona sul terceiriza o serviço à periferia.

2. Luana Piovani

“Como que preto é de direita? Mulher? Pobre? Meu Deus do céu”, espantou-se a ex-modelo-agora-militante. De Portugal, onde vive há sete anos, Luana segue fiscalizando o voto dos brasileiros.

3. Daniela Mercury
“Lula é luz, igualdade, liberdade, bondade, justiça social e honestidade”, escreveu a cantora baiana. E quem não sabe disso, “não sabe de nada”, diz Daniela, que agora lidera um movimento de artistas e seus fã-clubes para, nas palavras dela, “salvar a democracia”.

A conterrânea (e bolsonarista) Mara Maravilha não gostou da mobilização e lembrou dos recursos milionários que Daniela Mercury já faturou com editais nos governos do PT. “Tome vergonha na cara, rainha da Lei Rouanet”, postou a veterano dos anos 80.

Rolou nas redes

“Vazou” um inseto no vídeo de estreia da nova linguagem de Lula para o segundo turno (Foto: Reprodução/X-LulaOficial)

Bicho acomodado

Depois de ficar atrás de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, Lula apareceu sem chapéu e gravou um vídeo selfie convocando a militância para ir às ruas. Segundo os marqueteiros, o post e o novo visual são tentativas de deixar o presidente mais informal, próximo do eleitor. Ou seja: é a boa e velha “espontaneidade calculada”.

Mas o que chamou a atenção de muita gente foi o inseto flagrado na camisa de Lula enquanto ele mandava os petistas saírem de casa. O bichinho, pelo jeito, também é de esquerda: preferiu continuar pendurado no governo.

Gênios do Legislativo

Briga de mentirinha

São Paulo agora tem o Dia Municipal do Telecatch, comemorado em 18 de outubro. A lei surgiu de um projeto da vereadora Edir Sales (PSD) e homenageia a luta livre coreografada que fez a fama de figuras como Ted Boy Marino, Fantomas e Tigre Paraguaio. Com tanto problema em São Paulo, criar um dia para a briga de mentirinha parece um trabalho de mentirinha.

Aconteceu mesmo

Meu nome é carona

No dia 6 de outubro de 2002, Enéas Carneiro recebeu mais de 1,5 milhão de votos para deputado federal por São Paulo. A votação foi suficiente para levar à Câmara outros cinco candidatos de seu partido, o Prona.

Entre os caronas estavam Vanderlei Assis, com pífios 275 votos, e Ildeu Araújo, com 382. Mais tarde, em 2006, quatro deles foram envolvidos no escândalo da CPI dos Sanguessugas (aquele da máfia das ambulâncias), incluindo os próprios Vanderlei e Ildeu.

Enéas passou anos repetindo o próprio nome na televisão. A estratégia deu tão certo que ele elegeu até gente de quem ninguém sabia o nome.

Resposta do quiz “Responda rápido”: alternativa B. Vorcaro pagou e ajudou a organizar a festa, mas não compareceu: tinha problemas para resolver em Brasília.

noticia por : Gazeta do Povo

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