Início POLICIA Quem era Zuenir Ventura, jornalista e escritor que morreu aos 95 anos

Quem era Zuenir Ventura, jornalista e escritor que morreu aos 95 anos

Imortal da Academia Brasileira de Letras. Sétimo ocupante da Cadeira de número 32, Zuenir Ventura foi eleito no dia 30 de outubro de 2014, na sucessão do escritor Ariano Suassuna, e recebido no dia 6 de março de 2015, pela acadêmica Cleonice Berardinelli.

Colunista do jornal O Globo, ele ingressou no jornalismo como arquivista, em 1956. Nos anos 1960 e 1961, conquistou uma bolsa de estudos para o Centro de Formação dos Jornalistas de Paris. De 1963 a 1969, exerceu vários cargos em diversos veículos: foi editor internacional do Correio da Manhã, diretor de redação da revista Fatos & Fotos, chefe de reportagem da revista O Cruzeiro e editor-chefe da sucursal do Rio da revista Visão-Rio.

Bacharel e licenciado em letras neolatinas. Zuenir Ventura era jornalista, ex-professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Escola Superior de Desenho Industrial, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Zuenir detalhou em livro um dos anos mais intensos da história brasileira

No fim de 1969, realizou para a Editora Abril uma série de 12 reportagens sobre “Os anos 60 – a década que mudou tudo”, posteriormente publicada em livro. Em 1971, voltou para a revista Visão, permanecendo como chefe de redação até 1977, quando se transferiu para a revista Veja, exercendo o mesmo cargo. Em 1981, transferiu-se para a revista IstoÉ, como diretor da sucursal. Em 1985, foi convidado a reformular a revista Domingo, do Jornal do Brasil, onde ocupou depois outras funções de chefia.

Em “1968: O Ano Que Não Terminou”, Zuenir detalha um dos anos mais intensos da história brasileira, analisado sob a ótica política e cultural. No livro-reportagem, ele reconstrói episódios decisivos, como a Passeata dos Cem Mil e a transgressão da peça Roda Viva, que colocaram uma geração de jovens de esquerda em confronto com a repressão do regime militar. O livro serviu também de inspiração para a minissérie “Os anos rebeldes”, produzida pela TV Globo. O capítulo “Um herói solitário” inspirou o filme “O homem que disse não”, que o cineasta Olivier Horn realizou para a televisão francesa.

noticia por : UOL

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