Início POLICIA Projeto imobiliário em Berlim ameaça bunker ligado à última residência de Hitler

Projeto imobiliário em Berlim ameaça bunker ligado à última residência de Hitler

Um projeto imobiliário em Berlim ameaça a metade remanescente de um bunker da Nova Chancelaria do Reich, como era conhecida a residência oficial de Adolf Hitler destruída após a guerra, voltou a alertar nesta terça-feira (11) a principal entidade de defesa do patrimônio subterrâneo da cidade.

Com cerca de 1.250 metros quadrados de área, esse bunker é “um local histórico que não deve, em hipótese alguma, ser destruído”, afirmou em entrevista coletiva Dietmar Arnold, presidente da associação “Submundo de Berlim”.

Segundo Arnold, trata-se de 1 dos 4 bunkers ainda existentes entre os numerosos abrigos construídos pelos nazistas nesse bairro, próximo ao Portão de Brandemburgo e epicentro da política alemã.

Seu vizinho imediato, o Führerbunker, que fazia parte do mesmo complexo onde o ditador alemão se suicidou no fim da guerra ao lado de sua esposa, Eva Braun, foi parcialmente destruído e tornou-se inacessível.

“Não somos contra a construção de novas moradias para preservar um bunker que depois poderia se transformar em local de peregrinação”, justificou ao jornal Bild, no fim de junho, Christian Gaebler, responsável pelo planejamento urbano da capital.

Segundo a imprensa alemã, o projeto imobiliário, que prevê, entre outras coisas, 66 apartamentos, exige a demolição do que resta do bunker.

O acesso à moradia está no centro das campanhas para as eleições locais de 20 de setembro devido à escassez da oferta e à disparada dos aluguéis.

Segundo Arnold, é possível que a licença de construção para o terreno em questão já tenha sido concedida. Procurada pela agência de notícias AFP, a Prefeitura não respondeu de imediato.

“Não impedimos a construção de novas moradias” no local, insistiu Arnold, para quem “é perfeitamente possível construir sobre a parte preservada do bunker”, conciliando assim a necessidade de novas construções com a preservação do patrimônio.

O ativista também disse ser “completamente falacioso” o argumento de que o bunker poderia se transformar em “local de peregrinação”.

“Recebemos 330.000 visitantes por ano e parte deles também visita um antigo bunker nazista. Até hoje, nunca vimos, nesta cidade, um local de peregrinação” desse tipo, afirmou.

Construída para Hitler pelo arquiteto Albert Speer na década de 1930, a nova Chancelaria do Reich, que serviu especialmente de abrigo para mulheres e crianças durante a guerra, foi parcialmente destruída pela administração militar soviética de 1949 a 1950, lembrou Arnold.

noticia por : UOL

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