Pickaxe: por que Trump quer destruir montanha iraniana, e como bomba de 14 toneladas pode ser decisiva


    Entenda como funciona o Complexo Nuclear de Natanz
    A montanha de Pickaxe, na região central do Irã, entrou na mira dos Estados Unidos depois que o presidente Donald Trump afirmou na segunda-feira (13) que pretende atacar o local.
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    Em entrevista ao radialista conservador Hugh Hewitt, Trump disse que os EUA vão “eliminar a montanha de Pickaxe” e afirmou que o governo americano acompanha de perto a atividade na região.
    “Digam aos iranianos para estarem preparados”, afirmou. “Provavelmente vamos atacar Pickaxe em um futuro relativamente próximo.”
    ⛰️ A montanha citada por Trump abriga o coração do programa nuclear iraniano. Ao lado dela fica a usina de enriquecimento de urânio de Natanz, uma das principais instalações nucleares do país.
    A região é uma das áreas mais protegidas pelo governo iraniano.
    Localizada a cerca de 300 quilômetros ao sul de Teerã, a montanha esconde instalações subterrâneas construídas para resistir a bombardeios.
    A área foi atacada recentemente por Israel e pelos Estados Unidos, mas ainda não está claro qual foi a extensão dos danos.
    Imagem de satélite mostra a instalação nuclear de Natanz e a montanha Pickaxe, em 30 de junho de 2026
    Vantor/Handout via REUTERS
    Segundo especialistas ouvidos pela Reuters, há dois grandes complexos de túneis escavados sob a montanha. Não se sabe ao certo o que há nessas estruturas, mas há suspeitas de que elas abriguem equipamentos essenciais para enriquecer urânio.
    🔎 O urânio altamente enriquecido pode ser usado na produção de armas nucleares. Por outro lado, o Irã diz que o programa nuclear do país tem fins exclusivamente pacíficos.
    Para atingir as instalações escondidas na montanha, seriam necessárias bombas perfuradoras, também conhecidas como antibunkers.
    Esse tipo de armamento é projetado para atravessar o solo antes de explodir e destruir bunkers, que são estruturas fortificadas construídas abaixo da superfície.
    No ataque conduzido pelos EUA à região em março deste ano, o jornal israelense Haaretz afirmou que foram usadas bombas antibunker. Os norte-americanos não confirmaram oficialmente a operação nem informaram qual armamento teria sido empregado.
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    Como é a bomba antibunker dos EUA?
    Militares da Força Aérea dos EUA transportam a bomba MOP GBU-57 em imagem de maio de 2023 da base aérea de Whiteman, no Missouri
    U.S. Air Force via AP
    A principal arma dos Estados Unidos para atingir alvos subterrâneos é a GBU-57 A/B, conhecida como MOP — sigla para Massive Ordnance Penetrator ou Penetrador Massivo de Artilharia, em uma tradução livre.
    Com cerca de 14 toneladas e seis metros de comprimento, a bomba foi projetada para atravessar solo, concreto e rochas antes de explodir.
    O objetivo é destruir bunkers e outras instalações enterradas a dezenas de metros de profundidade.
    Segundo a Força Aérea dos EUA, atualmente apenas o bombardeiro furtivo B-2 Spirit pode transportar e lançar esse armamento.
    Estimativas indicam que a GBU-57 consegue penetrar cerca de 61 metros abaixo da superfície antes da explosão. Em uma mesma operação, várias bombas podem ser lançadas em sequência para atingir alvos ainda mais profundos.
    Apesar de usar uma ogiva convencional, especialistas alertam que um ataque contra instalações nucleares pode liberar material radioativo, dependendo do alvo atingido.
    Mesmo com o alto poder de destruição da GBU-57, especialistas ouvidos pela Reuters avaliam que os túneis sob a montanha de Pickaxe podem ter sido construídos em profundidade suficiente para resistir até mesmo à bomba antibunker mais poderosa do arsenal americano.
    Bomba MOP
    Kayan Albertin/Editoria de Arte g1
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    Fonte: G1

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