Petro afirma que bomba pertence ao exército do Equador


    Entenda as tensões entre Colômbia e Equador
    Após acusar o Equador de bombardear o território colombiano próximo à fronteira na segunda (16), Gustavo Petro voltou a comentar o assunto, desta vez nas redes sociais, nesta quarta-feira (18). Segundo o presidente da Colômbia, foi confirmado que a bomba encontrada em território colombiano pertence ao exército equatoriano.
    Petro também afirmou que a investigação está em curso e que vai publicar uma nota de repúdio diplomática. Pelo menos 27 corpos foram encontrados carbonizados na comunidade de El Amarradero, na Colômbia, perto da fronteira com o Equador.
    Na terça (17), o presidente do Equador, Daniel Noboa, negou ter bombardeado alvos na Colômbia. Ele disse ainda que os bombardeios não vinham de grupos ilegais.
    “Pedi que liguem para o presidente do Equador porque nós não queremos entrar em uma guerra”, disse. O presidente equatoriano afirmou que o país realiza ataques, mas dentro do próprio território.
    As imagens mostram fragmentos de bombas com dizeres em inglês, no departamento de Narino, a perto da fronteira que separa os dois países.
    Fragmento que governo da Colômbia diz ser de bomba que atingiu território colombiano em 16 de março de 2026. Presidente colombiano acusou Equador por ataques.
    Wilmar Garzón Melendes/ AFP
    Segundo Petro, bombas caíram perto de casas de famílias “que decidiram pacificamente substituir seus cultivos de folha de coca por cultivos legais”, como café e cacau. O líder colombiano publicou uma foto dos chocolates produzidos por elas.
    Ainda não está claro quando o bombardeio aconteceu nem as identidades dos corpos encontrados.
    O bombardeio ocorreu um dia após o governo Noboa lançar uma ampla ofensiva, com a ajuda dos EUA, para combater cartéis de drogas equatorianos, com ataques coordenados por terra, ar e mar.
    Tensões entre Colômbia e Equador
    Alberto Correa/Arte g1
    A fala de Petro acusando o Equador ocorreu durante uma reunião gravada com ministros sobre a reforma agrária.
    “Estão nos bombardeando a partir do Equador e não são os grupos armados ilegais”, afirmou durante a reunião, que foi exibida na televisão.
    Petro acrescentou que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que “atue” diante do suposto bombardeio.
    “Pedi que ligue para o presidente do Equador porque nós não queremos entrar em uma guerra”, acrescentou, sem revelar a data em que fez a solicitação.
    Gustavo Petro
    REUTERS/Luisa Gonzalez
    Disputa com Equador
    Colômbia e Equador travam uma guerra comercial desde fevereiro, quando o equatoriano Daniel Noboa impôs tarifas ao país vizinho ao reclamar de Petro por supostamente não adotar esforços suficientes no combate ao narcotráfico na fronteira.
    Petro respondeu com a mesma medida e, apesar dos esforços diplomáticos, a crise continua.
    “Escudo das Américas”
    As forças equatorianas deram início no domingo (15) a uma ofensiva de combate às drogas de duas semanas com apoio dos Estados Unidos. O país mobilizou 75 mil militares e impôs um rígido toque de recolher em algumas regiões do país.
    Noboa é muito próximo a Washington e seu país integra o chamado “Escudo das Américas”, uma aliança de 17 países do continente criada recentemente para enfrentar ameaças à segurança.
    A Colômbia não faz parte do acordo anunciado por Trump – que é um desafeto de Petro. Os dois, no entanto, estabeleceram uma trégua após uma reunião na Casa Branca em 3 de fevereiro. O encontro ocorreu após meses de trocas públicas de acusações, ameaças e insultos.
    386 O presidente dos EUA, Donald Trump, o presidente da República Dominicana, Luis Abinader, o presidente da Argentina, Javier Milei, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, o presidente da Guiana, Mohamed Irfaan Ali, o presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves Robles, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, e o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, posam para uma foto de família durante a Cúpula “Escudo das Américas” em Miami.
    EUTERS/Kevin Lamarque
    source
    Fonte: G1

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