ANA CRISTINA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
Muitas mães descobrem que uma criança foi vítima de abuso sexual ao perceber vestígios nas roupas usadas por ela no momento da agressão, segundo a perita técnica criminal da Politec, Rosangela Ventura. Em entrevista ao
“Muitas mães só descobrem que a criança foi abusada pela veste, quando a criança chora durante o banho, criança sente uma dor, a criança não sabe dizer o que aconteceu, ela só está assustada, muitas vezes com nojo, com dor, ela não sabe dizer o que aconteceu, mas a veste ali tá demonstrando que existe uma incompatibilidade, então tanta essa veste, ela vai ser rica em material pra gente estar identificando uma agressão”, acrescentou a perita.
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Rosangela destacou que as roupas utilizadas no momento da agressão podem permanecer como importantes fontes de DNA do agressor e, muitas vezes, também de sangue da vítima. Segundo ela, durante a violência, esse material biológico fica concentrado na mistura dos dois, vítima e agressor, na roupa.
“A veste que a pessoa estava vai estar rica, riquíssima em DNA do agressor e muitas vezes, o sangue da vítima porque durante o evento da violência, você tem esse material biológico e ele está rico na mistura dos dois, vítima e agressor na roupa, enquanto você não lavar e se ela não estiver úmida, aquele material fica ali”, explicou.
Além dos vestígios encontrados nas roupas, a perita fez um alerta sobre a importância de a vítima buscar atendimento o mais rápido possível após uma violência física ou sexual. Segundo Rosangela, a coleta de material biológico deve ser realizada, idealmente, em menos de 72 horas, período em que as chances de obtenção de DNA são maiores.
“O ideal é que vocês façam a coleta se você foi vítima de uma violência física ou sexual em menos de 72 horas, quanto mais rápido você for fazer essa coleta, mais rica em DNA você vai ter, você não faz ideia de quanto uma pessoa que entra em contato com o seu corpo deixa o DNA dela, tanto naquela sua luta corporal, como ela gritando sobre você, são salivas que estão ali, contatos de fricção e tudo que ela deixa no seu corpo”, apontou.
Além da importância pericial, o prazo de três dias também é determinante para a saúde da vítima, já que é o período para a realização da profilaxia.
“Muitas vezes, durante o próprio evento, vai ser traumatizante, você não vai lembrar de detalhes, a gente pede que a vítima busque o quanto antes e é essencial que seja em menos de 72 horas, porque é o tempo também de você tomar profilaxia, que é o que vai te ajudar a proteger seu corpo, além de todo o trauma que você passou, você precisa cuidar biologicamente para não adquirir doenças relacionadas a esse evento e também uma gravidez”, observou.
Confira o vídeo:
Confira a entrevista na íntegra:
FONTE : ReporterMT
