Uma especialista da OMS disse à AFP que o primeiro caso de hantavírus detectado no navio não poderia ter ocorrido a bordo ou durante uma escala, já que o período de incubação indica infecção anterior à partida de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril.
Anais Lagand, especialista da OMS em febres hemorrágicas virais, afirmou que o período de incubação do hantavírus varia entre uma e seis semanas, portanto, o primeiro caso “claramente teve exposição antes do embarque” e essa exposição estava, “sem dúvidas, ligada a um roedor”.
O Ministério da Saúde da Argentina anunciou que enviará especialistas à cidade patagônica de Ushuaia para analisar a possível presença do vírus naquela região.
O hantavírus, transmitido por roedores infectados, geralmente por meio de urina, fezes e saliva, é motivo de preocupação para a população após a morte de três pessoas.
Uma das três mortes foi causada por hantavírus, e as outras duas são suspeitas de estarem relacionadas à doença.
Apesar das preocupações com o surto, a situação não é semelhante ao início da pandemia de covid-19, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, à AFP. “O risco para o resto do mundo é baixo”, afirmou.
noticia por : UOL
