Uma organização de proteção animal recebeu as primeiras denúncias sobre o parque há sete anos. Em 2018, o Neja (Núcleo de Justiça Animal e Ambiental), vinculado à UFPB (Universidade Federal da Paraíba), recebeu relatos de que uma elefanta que habitava o zoológico desde 2013 estava sofrendo maus-tratos no local, segundo o professor e advogado animalista Francisco José Garcia, coordenador do núcleo.
Os animais da Bica pedem socorro há muitos anos e, desde então, estamos denunciando o que acontece no parque e solicitando investigações e perícias no local, mas, até hoje, pouco foi feito.
Francisco José Garcia, coordenador do Neja/UFPB
A última vistoria no parque, em agosto, apontou “falhas que comprometem a integridade ambiental, a saúde pública e o bem-estar animal”, segundo o MP paraibano. Em nota, o 42º promotor de Justiça de João Pessoa, Edmilson de Campos Leite Filho, que solicitou a vistoria pela Sudema (Superintendência de Administração de Meio Ambiente do Estado), afirma que verificou-se no zoológico um “cenário de risco ambiental significativo, falhas estruturais sistemáticas que afetam a integridade dos recintos, deficiência no manejo sanitário e na proteção da fauna, além de potencial ameaça à saúde pública e à segurança dos visitantes e trabalhadores” (leia mais abaixo).
Cronologia das ações
2018
Organizações de defesa animal e Ministério Público de São Paulo receberam denúncias de maus-tratos à elefanta Lady. Em setembro de 2018, o Gecap (Grupo Especial de Combate aos Crimes Ambientais e de Parcelamento Irregular do Solo Urbano), do MP-SP, instaurou um procedimento para apurar alegações sobre a condição do animal, resgatado de um circo onde sofria maus-tratos e transferido ao Parque da Bica em 2013, sob a tutela do Ibama.
noticia por : UOL
