Macron sob pressão após perder mais um primeiro-ministro: entenda a crise política na França


    François Bayrou e Emmanuel Macron
    GEORGES GOBET / AFP
    O presidente da França, Emmanuel Macron, está novamente sob forte pressão depois de perder mais um primeiro-ministro de seu governo.
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    Nesta segunda-feira (8), o Parlamento francês votou para derrubar François Bayrou, o quarto premiê de Macron em menos de dois anos. Logo após o resultado, o gabinete do presidente afirmou que irá nomear seu substituto “nos próximos dias”.
    Mas o que está por trás de mais uma turbulência política no país? Entenda:
    🕵️‍♂️ O que está por trás da queda de Bayrou?
    Insatisfação com proposta de Orçamento do governo, com cortes de 44 bilhões de euros.
    Aumento da dívida francesa, que subiu para 113,9% do PIB — o déficit do ano passado foi quase o dobro do limite de 3% da União Europeia.
    Parlamento profundamente dividido e polarizado.
    Pressão da oposição para Macron renunciar, dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas.
    ⏳ O que acontece agora?
    Bayrou prometeu apresentar sua renúncia a Macron nesta terça-feira (9), mas é possível que o presidente peça que o primeiro-ministro permaneça no cargo de forma interina.
    Não há um prazo determinado para que Macron indique o substituto de Bayrou, mas a promessa é que o nome do novo premiê seja anunciado nos “próximos dias”.
    Seja qual for a escolha do governo, o novo primeiro-ministro terá o mesmo desafio que seu antecessor tinha quando assumiu o cargo: equilibrar as finanças francesas e aprovar o Orçamento.
    👥 Quem pode assumir o cargo?
    Eric Lombard, ministro das Finanças, alinhado ao Centro.
    Bernard Cazeneuve, ex-primeiro-ministro socialista, de centro-esquerda.
    Pierre Moscovici, chefe do Tribunal de Contas e ex-ministro, também de centro-esquerda.
    Sébastien Lecornu, ministro da Defesa, de centro-direita.
    🔥 Pressão nas ruas e nas redes
    A queda de Bayrou foi comemorada nas ruas em vários locais da França.
    No dia 10 de setembro, o movimento popular Bloquons Tout (“Vamos bloquear tudo”), que cresceu nas redes sociais, planeja protestos em todo o país.
    Greves e manifestações foram convocadas por sindicatos de todo o país para o dia 18 de setembro.
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    Fonte: G1

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