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Legado de Bolsonaro foi trazer Lula de volta, diz Eduardo Leite em SP

Nesse sentido, Leite afirmou ainda que os levantamentos devem ser “menos vistos” pela intenção de votos e mais pelo “sentimento” do eleitor brasileiro. Ele salientou que as pesquisas mostram que “os dois principais protagonistas” da eleição também são altamente rejeitados e há espaço para o surgimento de “uma candidatura nova”.

“A intenção de votos reproduz aquilo que o eleitor conhece. E conhece o nome de uma família que tem uma marca, conhece o atual presidente, que vai para sua sétima eleição”, continuou o gaúcho. “É natural que eles tenham hoje liderança. Os eleitores não conhecem o cardápio público que vai ser colocado a eles no processo eleitoral.”

Leite afirmou que é possível dialogar simultaneamente com uma esquerda não lulista e uma direita não bolsonarista. Segundo ele, diferentemente do que ocorria no passado – quando a divisão entre esquerda e direita se dava principalmente a partir da visão sobre o papel do Estado na economia, se mais ou menos estatizante -, hoje os eleitores tendem a se posicionar a partir de determinadas causas e bandeiras.

Na avaliação dele, essas pautas não são inconciliáveis. O político argumentou que há, nesse campo da esquerda não lulista, uma preocupação legítima com políticas culturais, respeito à diversidade e inclusão, o que não impediria a aproximação com uma direita não bolsonarista que defende segurança pública mais firme, um Estado mais enxuto e maior valorização do empreendedorismo.

Nesse sentido, o chefe do Executivo gaúcho listou algumas das pautas que defenderá nas eleições deste ano, como a defesa de que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deveriam ter idade mínima de 60 anos para assumir o cargo.

Ele afirmou ainda que políticas sociais não se sustentam caso o Estado amplie gastos sem que haja crescimento econômico capaz de financiá-las. De acordo com Leite, o aumento das despesas públicas sem expansão da economia tende a gerar endividamento e juros mais altos, drenando recursos que poderiam ser direcionados a investimentos privados. Nesse contexto, disse acreditar em um Estado “menos gastador”, com maior eficiência no uso do orçamento

noticia por : UOL

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