Nos anos 1990, preocupado com o avanço da agropecuária na bacia do rio Suiá-Miçu, Kuiussi liderou a luta pela reconquista do território tradicional dos Khisêtjê, e conseguiu o reconhecimento e a demarcação da terra indígena Wawi. O cacique ainda buscou a demarcação das terras onde vivera na juventude, que ficaram fora da área demarcada.
Em postagem nas redes sociais, o Instituto Raoni se solidarizou com os familiares de Kuiussi e com o povo Khisêtjê e destacou que o legado dele na luta pela defesa dos territórios, da cultura e dos direitos indígenas seguirá para as próximas gerações.
“Kuiussi Khisêtjê dedicou sua trajetória à defesa de seu povo, de seu território, dos direitos dos povos indígenas e da preservação dos costumes, saberes e tradições Khisêtjê. Sua caminhada foi marcada pela coragem, pela sabedoria e pelo compromisso permanente com a proteção da vida, da cultura e das futuras gerações”, relatou o Instituto Raoni, que também destacou a relação de respeito e afeto com o próprio Raoni na luta pelos povos originários.
Raoni está internado na UTI
O Cacique Raoni também está com problemas de saúde. Aos 94 anos, o líder indígena foi internado no dia 19 de junho no Hospital São Paulo, da Unifesp, com “obstrução intestinal, desidratação e pneumonia por aspiração”. Na última quarta-feira, 1º, Raoni foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após apresentar um quadro de hemorragia digestiva alta.
O defensor da Floresta Amazônica foi transferido para a UTI para monitoramento do quadro de saúde e segue “estável, consciente, respondendo a comandos, com dreno de tórax, sem febre, respirando ar ambiente e aceitando melhor a dieta oral”, segundo o último boletim divulgado pelo hospital.
noticia por : UOL
