Israel utilizou fósforo branco em Gaza em 2009. Fez o mesmo em conflitos no Líbano, em 1982 e 2006, segundo Ahmad Beydoun, pesquisador independente que criou um banco de dados visual com os registros de seu uso no país. Segundo ele, as forças armadas israelenses usaram fósforo branco mais de 200 vezes no Líbano em 2024, no ano seguinte aos ataques do Hamas contra Israel.
A substância é barata e eficaz, segundo analistas de segurança. “Ela é barata, abundante e bastante eficaz naquilo a que se destina”, diz NR Jenzen-Jones, diretor da consultoria Armament Research Services.
Defensores dos direitos humanos criticaram o uso do composto em áreas civis. A organização HRW (Human Rights Watch) questionou a necessidade da arma e apontou a existência de alternativas mais seguras.
“Arde até os ossos”
As bombas de fósforo produzem chamas que não podem ser apagadas com água. Seus componentes aderem à pele das vítimas. A sensação de ardência pode chegar aos ossos. Elas deixam um rastro branco no céu que poderia ser identificado.
Elas não são armas químicas. Elas são armas incendiárias, cujo uso segue o Protocolo III da Convenção sobre Certas Armas Convencionais, assinado tanto pela Rússia quanto pela Ucrânia. As armas químicas têm uso proibido pela Convenção sobre Armas Químicas (1997).
noticia por : UOL
