O Opinião da última sexta-feira (27) falou sobre dopamina e a importância desse neurotransmissor, muitas vezes associado a prazer e recompensa, para o corpo humano.
Durante o programa, o psiquiatra e psicoterapeuta Renato Mancini e a neurocientista e consultora Carla Tieppo explicam o que é exatamente a dopamina e o motivo dela ser tão ligada à sensação do prazer.
Segundo Mancini, a dopamina é um instrumento que o cérebro utiliza para estabelecer a comunicação entre os neurônios.
“Nosso cérebro é como se fosse um computador, só que ele é um computador biológico, ele é feito de células e não de fios, e o jeito que uma célula usa para se comunicar com a outra é uma substância química. Uma dessas substâncias químicas, tem dezenas, é a dopamina“, expõe o psiquiatra.
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Complementando, Carla Tieppo informa que o neurotransmissor regula uma série de funções específicas que estão ligadas a estimular comportamentos. “De alguma forma, a dopamina influencia nas nossas escolhas comportamentais, com base naquelas experiências que nós tivemos no passado“, relata a neurocientista.
“Hormônio do prazer”?
Apesar de estar muito associada a sensações como prazer e recompensa, os especialistas esclarecem que são outros os neurotransmissores responsáveis por causar esses sentimentos.
“Temos que compreender que a dopamina não traz a sensação de prazer e recompensa (…) ela ajuda a escolher, num contexto de comportamentos, como a pessoa vai agir, e essa ação que a dopamina provoca a pessoa a fazer é que traz prazer e recompensa. A marcação do prazer e recompensa vem de outros neurotransmissores“, explica Carla.
Além dos dois convidados no estúdio, o Opinião da última semana contou ainda, de forma remota, com o filósofo e psicanalista Emanuel Aragão.
Assista ao programa na íntegra:
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noticia por : UOL
