Governo Trump avalia participar de reality show com imigrantes competindo entre si por cidadania americana

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    A participação, que já havia sido oferecida a gestões anteriores, está sendo avaliada pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA. Kristi Noem, chefe do Departamento de Segurança Interna dos EUa
    g1
    O governo Trump está considerando participar de um novo reality show. A ideia do programa televisivo é que imigrantes compitam entre si pela conquista da cidadania americana.
    Segundo o Daily Mail, que primeiro reportou a possibilidade, o projeto se encontra nos estágios iniciais e ainda não recebeu resposta — nem negativa, nem positiva — do Departamento de Segurança Interna dos EUA, o órgão dentro do poder executivo que é responsável por aplicar a lei de imigração no país.
    De acordo com o documento obtido pelo Daily Mail, o programa proposto teria episódios com diferentes etapas: um desafio relacionado à herança cultural, um desafio de eliminação, uma reunião pública e uma votação final.
    Doze imigrantes começariam a competição chegando de barco em Ellis Island, uma ilha na foz do Rio Hudson, e viajariam pelos Estados Unidos em um trem chamado “The American”, que também seria o nome do programa para aprender sobre a história do país.
    Durante o percurso, os participantes enfrentariam desafios típicos americanos, como garimpar ouro em São Francisco, fazer logrolling em Wisconsin e montar o chassi de um Ford Modelo T em Detroit.
    No último episódio, o vencedor seria oficialmente naturalizado cidadão americano em uma cerimônia no Capitólio em Washington. O programa também sugeria atores como Sofia Vergara, Ryan Reynolds ou Mila Kunis — todos naturalizados nos EUA — como possíveis apresentadores.
    A ideia partiu de Rob Worsoff, escritor e produtor canadense por trás do reality show “Duck Dynasty”, de 2012. Ao Wall Street Journal, o produtor diz que o novo projeto criativo tem o objetivo de trazer esperança e fé.
    “Isso não é ‘Jogos Vorazes’ para imigrantes”, disse Worsoff ao jornal, referindo-se ao romance distópico de ficção de Suzanne Collins, no qual os participantes lutam até a morte para sobreviver. “Não é como se disséssemos: ‘Ei, se você perder, vamos te mandar embora de barco para fora do país.'”
    Proposta foi feita a Obama e Biden
    Essa não é a primeira vez que a proposta de participação é oferecida ao governo americano.
    O produtor disse ao Wall Street Journal que ele manteve contato com as gestões de Obama e de Biden para executar o mesmo projeto, mas as conversas não foram para frente nessas ocasiões.
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    Fonte: G1