Governo da Espanha fala em 'vergonha' por cântico islamofóbico da torcida em partida contra o Egito; polícia abre investigação


    Torcida da Espanha entoou cantos islamofóbicos.
    REUTERS/Albert Gea
    O governo da Espanha chamou nesta quarta-feira (1º) de vergonhoso o episódio em que a torcida espanhola entoou cânticos islamofóbicos durante uma partida da seleção nacional contra o Egito. A polícia do país anunciou que abriu uma investigação para apurar o caso.
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    “Insultos e cânticos racistas nos envergonham como sociedade. A extrema-direita não deixará nenhum espaço livre de seu ódio, e aqueles que hoje permanecem em silêncio serão cúmplices”, escreveu o ministro da Justiça espanhol, Félix Bolaños, na rede X.
    A polícia regional da Catalunha anunciou nesta quarta-feira no que está investigando cânticos “islamofóbicos e xenófobos” ouvidos durante o jogo.
    A partida entre Espanha e Egito ocorreu em Barcelona e era um amistoso preparatório para as duas equipes na última Data FIFA antes da Copa do Mundo de 2026. Os cânticos da torcida espanhola ganharam repercussão, e o sistema de som do estádio pediu para que os cânticos cessassem, chegando até mesmo a colocar uma mensagem no telão.
    “Quem não pular é muçulmano”, cantou a torcida, de forma pejorativa, alguns minutos após o hino do Egito ser tocado sob vaias.
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    O coro poderia ter sido enquadrado no protocolo antidiscriminação da Fifa, que abrange ofensas de cunho racial, religioso e de identidade. O árbitro búlgaro Georgi Kabakov, no entanto, não o acionou.
    Partida entre Espanha e Egito foi marcada por cânticos islamofóbicos.
    Reprodução X
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    Para além do estádio, a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), responsável pela seleção, também postou a mensagem em suas redes sociais.
    Ao entoar os cânticos, os torcedores espanhóis atacaram não apenas a religião dos egípcios, mas também a de uma das principais estrelas de sua própria seleção, Lamine Yamal, que é muçulmano e estava em campo.
    Nascido na Espanha e filho de pai marroquino, o jovem de 19 anos estava desde o ano passado praticando o Ramadã — mês mais sagrado do calendário islâmico, que neste ano foi de 17 de fevereiro a 19 de março.
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    Fonte: G1

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