Equipes de resgate buscam vítimas em um prédio desabado após um terremoto em Caracas, em 24 de junho de 2026
Juan Barreto/AFP
Um terremoto de magnitude 7,5 atingiu a Venezuela e gerou grandes estragos na capital Caracas. Imagens mostram prédios desabando e muita correria no momento do fenômeno.
➡️O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) reportou dois tremores com epicentros separados por cerca de 5 km de distância, um de magnitude 7,2 e outro de 7,5.
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O epicentro do tremor mais forte foi registrado na cidade venezuelana de Montalbán a 168 km da capital, a uma profundidade de 13 km, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Um terremoto de magnitude acima de 7 tem potencial de causar danos sérios, como a destruição de prédios. Quanto mais perto da costa e mais perto da superfície, piores as consequências.
Mas o que significa um terremoto de magnitude 7,5 na prática?
Um terremoto acontece por uma liberação de energia na crosta do planeta Terra, geralmente por conta do choque entre placas tectônicas, o que cria ondas sísmicas — que são os tremores.
A magnitude de um terremoto é a medida da intensidade do tremor no local onde ocorreu. O terremoto de maior magnitude já registrada foi de 9,5, que ocorreu no Chile em 1960.
De acordo com a universidade americana Michigan Tech, o potencial de danos que cada intervalo de magnitude causa é das seguintes dimensões:
Até 2,5: Não chega a ser sentido, mas os sismógrafos registram.
De 2,5 a 5,4: É sentido, mas causa apenas pequenos danos.
De 5,5 a 6: Danos a edifícios e outras estruturas.
De 6,1 a 6,9: Causam muitos danos em áreas densamente povoadas.
De 7,0 a 7,9: É um grande terremoto, com danos sérios, como prédios destruídos, em áreas habitadas.
De 8,0 ou mais: É um terremoto ainda mais forte, que pode destruir totalmente comunidades perto do epicentro.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), um terremoto tem uma única magnitude, mas com frequência o registro desse número é revisado pelos sismógrafos com novos dados.
A escala mais conhecida é a Richter, mas na prática ela já está em desuso (a não ser que seja um terremoto pequeno que não foi registrado pelas grandes agências que fazem o monitoramento).
O sismógrafo
Os sismógrafos são aparelhos que gravam algumas características de terremotos, como:
Horário
Localização e
Magnitude
Cada sismógrafo registra o tremor no solo abaixo do ponto onde está localizado, mas existem sistemas modernos que conseguem amplificar a movimentação para que um aparelho distante consiga capturar um tremor a milhares de quilômetros de distância.
A intensidade é diferente em cada ponto
A magnitude de um terremoto é uma medida do tamanho dele no local onde houve o tremor, e a intensidade é o quanto cada ponto do terreno foi impactado.
A intensidade de um terremoto em um local mais distante de onde houve a falha geológica será menor.
Há outros fatores que influenciam a intensidade em cada ponto, como o tipo de terreno ou a direção do rompimento que o terremoto causou.
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Fonte: G1
