EUA divulgam imagens de ataque no Irã após mortes de militares americanos


    Explosão em ataque no Irã em 18 de julho, segundo o Centcom
    Centcom/Reuters
    Os Estados Unidos divulgaram na madrugada deste domingo (19) imagens de ataques contra o Irã após confirmarem as primeiras mortes de militares americanos desde a retomada das hostilidades com a república islâmica.
    O Exército dos EUA anunciou no sábado (18) a morte de dois militares, os primeiros desde a retomada das hostilidades em 7 de julho, e o desaparecimento de um terceiro em “ataques com mísseis e drones” atribuídos ao Irã na sexta-feira, na Jordânia.
    Uma das imagens mostra uma explosão após um ataque em território iraniano, segundo o Comando Central dos EUA para o Oriente Médio (Centcom).
    Na oitava noite consecutiva de bombardeios os EUA atacaram instalações militares iranianas, além de “forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica que lançaram ataques contra membros das forças americanas na Jordânia em 17 de julho”, disse Centcom .
    Agora no g1
    As agências de notícias iranianas Mehr e Tasnim informaram, ao mesmo tempo, sobre ataques americanos em Sirik, um porto localizado no Estreito de Ormuz, no sul do país.
    A agência oficial Irna noticiou um “ataque militar inimigo americano nas proximidades de Hajiabad”, na mesma província de Hormozgan.
    Os ataques também tiveram como alvo uma usina nuclear em construção em Darkhovin, no sudoeste do país, afirmou mais tarde a Organização de Energia Atômica do Irã.
    A guerra, deflagrada em 28 de fevereiro pela ofensiva de Israel e EUA contra o Irã, havia sido suspensa com o cessar-fogo de abril. Mas desde a retomada das hostilidades em 7 de julho, as partes trocam ataques e ameaças.
    O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, ameaçou no sábado dar uma “lição inesquecível” aos Estados Unidos após a retomada de seus ataques contra o Irã.
    Segundo uma televisão estatal, o general iraniano Ali Abdollahi disse que qualquer ataque americano enfrentará “uma resposta decisiva e devastadora”.
    Segundo um balanço do Ministério da Saúde iraniano, os bombardeios americanos deixaram ao menos 50 mortos e mais de 500 feridos desde 27 de junho.
    Do lado americano, 16 militares morreram desde o início da guerra.
    Mulheres sentam-se ao lado de uma faixa com os dizeres “Matem Trump” em inglês, durante um comício pró-governo na sexta-feira, 17 de julho de 2026, em Teerã, Irã
    AP/Vahid Salemi
    Ataques em países vizinhos
    O Kuwait e o Bahrein, aliados dos EUA no Golfo, declararam ter sido alvo de ataques iranianos neste domingo.
    Autoridades kuwaitianas disseram que uma usina elétrica e uma planta de dessalinização foram alvos de ataques, o que provocou um incêndio em algumas instalações. É o terceiro dia consecutivo em que esse tipo de instalação é alvo de ataques no país.
    Sirenes de alerta soaram no Bahrein, sede da Quinta Frota americana, onde o comando militar afirmou que suas defesas aéreas “confrontaram, interceptaram e destruíram vários ataques aéreos traiçoeiros do Irã”.
    Sirenes também soaram em Amã, capital da Jordânia, segundo um correspondente da AFP.
    O Exército israelense afirmou que um míssil lançado contra Áqaba, cidade jordaniana próxima à Eilat, no Mar Vermelho, foi interceptado pelas forças israelenses e jordanianas.
    Estas forças declararam ter “interceptado e derrubado três mísseis iranianos” lançados contra o reino, enquanto um quarto “caiu em uma área desértica”.
    O Irã informou sobre ataques contra bases militares usadas pelos americanos.
    Donald Trump e Mojtaba Khamenei
    Chip Somodevilla/via Reuters; Hamed Jafarnejad/ISNA/WANA/Reuters
    Barcos detidos em Ormuz
    Paralelamente aos bombardeios, há incidentes marítimos no Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã. A Guarda Revolucionária anunciou neste domingo que bloqueou quatro navios que tentavam atravessar sem sua autorização.
    “Duas dessas embarcações sofreram um acidente e ficaram imobilizadas, enquanto as outras duas desistiram de continuar sua rota”, declarou o exército ideológico do Irã em um comunicado.
    A reabertura dessa via estratégica pelo Irã foi uma das principais conquistas do acordo destinado a conduzir à paz, mas o tráfego voltou a ficar praticamente paralisado. Quase um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos passava por esse estreito antes da guerra.
    Em resposta, Washington restabeleceu o bloqueio aos portos iranianos, suspenso em cumprimento do acordo.
    A Guarda Revolucionária advertiu que os ataques “continuarão até que a calma retorne à costa sul e ao Estreito de Ormuz”.
    source
    Fonte: G1

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