EUA anunciam possível ação militar na Nigéria; governo diz aceitar ajuda desde que soberania seja respeitada


    EUA podem fazer ação militar na Nigéria
    O governo da Nigéria afirmou neste domingo (2) que aceitaria um apoio militar dos Estados Unidos no combate a grupos extremistas islâmicos que atuam no país, desde que a soberania nacional fosse respeitada.
    A declaração veio após o presidente norte-americano Donald Trump dizer que pediu ao Departamento de Defesa um plano de ação “rápida” contra o país africano devido à escalada de ataques contra cristãos.
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    “Recebemos bem qualquer assistência dos Estados Unidos, desde que reconheça nossa integridade territorial”, disse Daniel Bwala, porta-voz da presidência nigeriana, à agência Reuters.
    “Tenho certeza de que, quando os dois líderes se reunirem, haverá melhores resultados na nossa determinação conjunta de combater o terrorismo.”
    O presidente da Nigéria, Bola Tinubu, durante declaração conjunta no Palácio do Planalto, em Brasília, em 25 de agosto de 2025.
    Adriano Machado/Reuters
    A fala de Bwala foi uma reação às declarações de Trump, feitas no sábado (1º), sobre a possibilidade de uma intervenção caso a Nigéria “não aja com firmeza” para conter os assassinatos de cristãos.
    O presidente Bola Tinubu rejeitou as críticas e defendeu o histórico de seu governo na proteção à liberdade religiosa.
    Ele também negou que haja perseguição sistemática no país, que tem mais de 200 milhões de habitantes e é dividido entre o norte de maioria muçulmana e o sul predominantemente cristão.
    Jornal exposto em banca mostra reportagem sobre a mensagem do presidente dos EUA, Donald Trump, à Nigéria por causa do tratamento a cristãos.;
    Sodiq Adelakun/Reuters
    A Nigéria enfrenta há mais de 15 anos uma insurgência jihadista, liderada por grupos como Boko Haram e Estado Islâmico da África Ocidental.
    Embora parte das vítimas seja cristã, analistas destacam que a maioria dos mortos é muçulmana e que a violência está concentrada no nordeste do país.
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    Fonte: G1

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