Estreito de Ormuz registra o tráfego mais intenso desde o início da guerra

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    Navios no Estreito de Ormuz em 18 de junho de 2026.
    Reuters/Stringer
    Pelo menos 35 navios com carga atravessaram o Estreito de Ormuz na segunda-feira (22), um recorde desde o início da guerra no Oriente Médio no fim de fevereiro, segundo dados da plataforma Kpler divulgados uma semana após o anúncio de um memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos.
    O volume de tráfego representa quase um terço do que era registrado em períodos de paz, quando cerca de 120 navios transitavam diariamente por esta passagem estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos e outros produtos.
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    Durante a guerra, de 1º de março a 14 de junho, menos de 10 navios de carga atravessavam o estreito em média por dia.
    Desde 15 de junho, um dia depois do anúncio do acordo, a média subiu para 21 e chegou a 27 nos últimos cinco dias.
    O Estreito de Ormuz foi reaberto na semana passada, após um acordo entre Irã e Estados Unidos para acabar com o Oriente Médio, mas Teerã anunciou no sábado o fechamento do estreito em resposta aos ataques de Israel no Líbano.
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    Posteriormente, Estados Unidos e Irã chegaram a um entendimento sobre mecanismos para interromper os confrontos no Líbano e garantir a segurança do Estreito de Ormuz.
    “A administração do Estreito de Ormuz nunca mais será a mesma de antes da guerra”, afirmou nesta terça-feira o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, citado pela agência oficial Irna.
    Segundo ele, o Irã administrará a via marítima, o que provoca a dúvida sobre se os navios terão que pagar algum tipo de taxa para transitar por Ormuz.
    O acordo de paz
    Estados Unidos e Irã registraram um avanço significativo nas negociações para encerrar as tensões entre os dois países após uma maratona de 18 horas de reuniões na Suíça, mediadas por Catar e Paquistão.
    Segundo os governos envolvidos, houve “grande progresso” nas tratativas, que buscam implementar um acordo preliminar de paz e solucionar impasses relacionados ao conflito no Oriente Médio e ao programa nuclear iraniano.
    🔍 Entre os principais entendimentos alcançados está a criação de uma célula de desescalada no Líbano, com o objetivo de reduzir os confrontos entre Israel e o Hezbollah, além da formação de um grupo de trabalho dedicado a negociar a questão nuclear do Irã.
    As delegações também concordaram em buscar um acordo definitivo de paz em até 60 dias, renovando o prazo inicialmente estabelecido dias antes.
    As negociações ocorreram em um ambiente descrito pelos mediadores como positivo, embora tenham sido marcadas por momentos de tensão. No início das conversas, representantes iranianos manifestaram insatisfação com ameaças feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
    Ainda assim, o governo do Irã avaliou que o formato das reuniões — envolvendo negociadores dos dois países e os mediadores do Catar e do Paquistão — contribuiu para o avanço das discussões.
    De acordo com os mediadores, as equipes dos EUA e do Irã permanecerão na Suíça ao longo da próxima semana para dar continuidade às negociações e tentar consolidar os entendimentos alcançados.
    *Com informações da agência France Presse
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    Fonte: G1