Emmanuel Grégoire vence Rachida Dati e partido socialista mantém prefeitura de Paris, apontam pesquisas

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    O socialista Emmanuel Grégoire comemora vitória em Paris pesquisas de boca de urna indicam que o candidato da coalizão de esquerda venceu o segundo turno das eleições na capital francesa.
    Reuters/Sarah Meyssonnier
    Emmanuel Grégoire, do Partido Socialista, venceu a disputa pela prefeitura de Paris neste domingo (22), segundo indicam duas pesquisas de boca de urna. Ele derrotou a ex-ministra conservadora Rachida Dati.
    A vitória de Grégoire consolida o controle da esquerda sobre a capital francesa, onde o Partido Socialista está no poder há 25 anos.
    A candidata à prefeitura Rachida Dati, apoiada pelos partidos Os Republicanos (LR) e MoDem, faz pronunciamento após as primeiras projeções indicarem sua derrota no segundo turno das eleições municipais na capital francesa, em 22 de março de 2026.
    Reuters/Benoit Tessier
    Além da capital, outras grandes cidades confirmaram a continuidade de governos de esquerda e com agenda ambiental.
    Em Marselha, a segunda maior cidade da França, as pesquisas indicam que o atual prefeito Benoît Payan (Esquerda Diversa) foi reeleito, derrotando o candidato de ultradireita Franck Allisio (RN). Em Lyon, o prefeito ecologista Grégory Doucet também deve garantir a reeleição com ampla vantagem sobre a direita.
    Termômetro para 2027
    O segundo turno das eleições municipais francesas mobilizou quase 17 milhões de eleitores em 1.580 municípios – de um total de aproximadamente 35 mil comunas do país. O pleito é considerado o último grande teste nas urnas antes da eleição presidencial de 2027.
    Os resultados deste domingo servem para medir a fragmentação do cenário político francês e a força do partido de ultradireita Reunião Nacional (RN). Embora o RN tenha mantido redutos no Mediterrâneo, a legenda enfrentou dificuldades para avançar em grandes centros urbanos, onde coalizões de esquerda se uniram para tentar bloquear sua ascensão.
    A eleição também tem impacto direto no Parlamento nacional. Na França, os prefeitos e conselheiros municipais eleitos agora atuarão como o colégio eleitoral responsável por escolher os membros do Senado (a câmara alta do país).
    Participação eleitoral
    A taxa de participação ficou em torno de 57%, nível similar ao registrado no primeiro turno, no último dia 15. O número é superior ao pleito de 2020 — fortemente impactado pela pandemia de Covid-19 —, mas permanece abaixo dos 62,1% registrados nas eleições municipais de 2014.
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    Fonte: G1