Início DESTAQUES Em reunião, Mendes diz que Estado não pode ‘bancar’ isenção de aposentados

Em reunião, Mendes diz que Estado não pode ‘bancar’ isenção de aposentados

Gazeta Digital

Enquanto saboreavam almoço, cujo prato principal foi peixe, deputados estaduais sentaram à mesa com o governador Mauro Mendes (União) para tratar dos projetos de leis que são de interesse do Poder Executivo, principalmente aqueles que podem impactar nas contas públicas no próximo ano.

O banquete foi servido aos parlamentares que compõem a base aliada no Palácio Paiaguás nesta terça-feira (29), após Mendes retornar de uma viagem de semanas ao Egito, onde participou da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022 (COP-27).

Durante a reunião, além de explicar a polêmica fala sobre o “confisco de terras”, Mendes comunicou os projetos que serão encaminhados à Casa de Leis e cobrou prioridade na aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2023.

Contudo, entre os assuntos, a ansiedade dos deputados era em saber qual seria o posicionamento do governo em relação à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 07, que prevê a isenção da alíquota previdenciária a todos servidores e pensionistas que ganham até R$ 7.080 mil ou se haveria alguma contraproposta para atenuar a taxação dos aposentados.

A resposta, no entanto, não foi das mais animadoras aos servidores. Conforme integrantes da base, Mendes informou que o Estado não teria condições financeiras para bancar a isenção proposta na PEC diante da queda de arrecadação impulsionada pelo corte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis.

“Ele [Mauro Mendes] disse que o governo não teria condições financeiras, prevendo uma queda de arrecadação para o ano que vem e o presidente vai decidir se vai colocar ou não a PEC em votação”, disse o deputado Paulo Araújo (PP).

 

Inconstitucional
Durante a reunião, o líder do governo na AL, deputado Dilmar Dal Bosco (União), que também é presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação (CCJ), antecipou que o texto da PEC deve receber parecer contrário por ser inconstitucional, justamente porque a Casa de Leis não pode “criar despesas ao Executivo”.

Já o presidente da Casa de Leis, deputado Eduardo Botelho (União), que estava entre os presentes, disse que iria manter o combinado de esperar uma solução alternativa até a próxima sessão, nesta quarta-feira (30), antes de colocar a PEC em votação.

 

A proposta visa minimizar a reforma da Previdência que vigora desde 2020, quando o parlamento aprovou o aumento da alíquota previdenciária de 11 para 14% aos servidores estaduais. A regra inclusive passou a valer para os aposentados.

Diante da forte pressão em torno do tema, a expectativa é de que os parlamentares contrariem o governo e aprovem a PEC, mesmo sabendo que ela poderá ser facilmente questionada na Justiça e perder sua validade. “Vou manter o compromisso de esperar uma proposta e se não vir até o final da sessão eu vou colocar em votação”, disse Botelho.

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