Autoridades americanas anunciaram na quarta?feira que tinham interceptado 90 cargas de combustível que se destinavam à Enetec, empresa em Cuba dedicada ao comércio de gasolinas e lubrificantes, que Washington havia sancionado em 13 de julho.
José Figueroa, agente do escritório de investigações do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, explicou na ocasião durante uma coletiva de imprensa em Miami que essas cargas de combustível “foram documentadas para serem enviadas ao governo de Cuba”.
“Cuba não tem nada a ver” com esses embarques de combustível, disse o ministro de Minas e Energia, Vicente de la O Levy, perguntado sobre o tema durante um encontro com jornalistas.
“Nem contratos temos” para essas compras de combustível, acrescentou De la O Levy.
O presidente Donald Trump, que não esconde seu desejo de ver uma mudança de regime em Havana, afirma que Cuba, situada a 150 quilômetros da costa da Flórida, representa uma “ameaça extraordinária” para a segurança dos Estados Unidos e tem ameaçado “tomar o controle” da ilha.
A forte pressão de Washington sobre Havana coincide, porém, com um aumento sem precedentes das compras cubanas nos Estados Unidos, impulsionadas especialmente pelo crescente setor privado da ilha.
noticia por : UOL
