Montagem de Bolsonaro agredindo jogador paraguaio gera confusão
Uma montagem exibida em telões publicitários de Cidade do Leste, na fronteira do Paraguai com o Brasil, causou revolta e confusão na sexta-feira (29). Nela, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece agredindo o jogador paraguaio Gustavo Gómez, que atua no Palmeiras e foi escalado para a Copa do Mundo de 2026.
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Na sexta-feira, a imagem causou manifestação pública do presidente do Paraguai, Santiago Peña, que disse nas redes sociais que ordenou a retirada dos telões. Além disso, pessoas destruíram estruturas que exibiam a montagem nas ruas (veja no vídeo acima).
As empresas responsáveis pelos painéis publicitários afirmam que trata-se de uma invasão hacker.
Navegue nesta reportagem para entender os desdobramentos do caso:
Imagem foi exibida em três telões
Empresas se manifestam
Prefeitura abre denúncia
Presidente ordena retirada de painéis
Imagem foi exibida em três telões
As imagens mostraram, por cerca de uma hora e em pelo menos três painéis, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao lado de provocações políticas e futebolísticas contra o Paraguai, incluindo uma cena em que ele aparece agredindo o jogador Gustavo Gómez.
A montagem dizia que o “Brasil mandou e desmandou no campo e na política”, acompanhada da imagem do político sentado nas costas do jogador, o puxando pelos cabelos. No canto inferior da montagem, havia a provocação “o Hexa é nosso”.
Montagem foi produto de uma invasão hacker
Reprodução/ Rede Sociais
Revoltados, moradores destruíram um dos telões, nesta sexta-feira. Segundo relatório do Departamento de Segurança Turística do Paraguai, equipes policiais acompanharam a confusão para evitar confrontos e preservar a segurança no local. Veja:
Moradores destruíram telão
Reprodução/ Rede Sociais
Empresas se manifestam
Foi identificado que os telões pertencem a três empresas: Fast Print, Publimix e New Zone.
A Fast Print e a Publimix alegam que os sistemas foram alvo de invasão hacker e que o conteúdo foi divulgado por meio de “manipulação não autorizada” das telas publicitárias. Em nota, disseram que estão colaborando com as autoridades competentes e com os responsáveis técnicos para esclarecer os fatos, identificar os autores e determinar as responsabilidades correspondentes.
A New Zone informou que não teve participação na divulgação do conteúdo e afirmou que solicitou esclarecimentos imediatos à empresa responsável pelos anúncios, além da retirada das imagens.
As empresas afirmaram que uma denúncia criminal foi formalizada junto à Promotoria de Crimes Cibernéticos, no Paraguai.
Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre quem criou a montagem ou invadiu o sistema para exibi-la.
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Prefeitura abre denúncia
A prefeitura de Cidade do Leste afirmou que abriu uma investigação administrativa para apurar o caso e identificar os responsáveis pela divulgação das imagens.
No mesmo dia, em vídeo publicado nas redes sociais, informou ter formalizado uma denúncia na Fiscalía, órgão do Paraguai correspondente ao Ministério Público no Brasil.
Presidente ordena retirada de painéis
Santiago Peña, presidente do Paraguai, usou as redes sociais para se manifestar sobre a montagem. Na publicação, afirmou ter ordenado que o Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai retire as estruturas.
Ele também lamentou a situação e disse que “esse tipo de ação não contribui para o entendimento nem para o respeito que devem prevalecer entre os povos”.
Santiago Peña se manifestou sobre montagem exibida em telões na Cidade do Leste.
Reprodução/Redes sociais
Confira a tradução na íntegra:
“Lamentamos os cartazes ofensivos instalados em Cidade do Leste. Esse tipo de ação não contribui para o entendimento nem para o respeito que devem prevalecer entre os povos.
O Paraguai está vivendo um dos seus melhores momentos. Cresce, atrai investimentos e avança com força rumo ao futuro. Talvez isso incomode alguns. A nós, isso motiva a continuar trabalhando para que o gigante que é o Paraguai siga crescendo e ocupando o lugar que merece.
Ordenei ao MOPC a retirada de todas essas estruturas, assim como de qualquer outra instalação irregular que ocupe espaços públicos, no âmbito das atribuições legais que a instituição vem exercendo em diferentes pontos do país. O Paraguai seguirá em frente”.
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Fonte: G1
