Início POLICIA Começam testes para aplicação do remédio mais caro do mundo no SUS

Começam testes para aplicação do remédio mais caro do mundo no SUS

Uma bateria de exames será realizada em cada paciente, para que seja atestada a possibilidade do uso do medicamento. A partir daí, a dose do Zolgensma será aplicada. Diferentemente de outros tratamentos, o medicamento tem dose única. É indicado para crianças de até 6 meses de idade que não estejam com a ventilação mecânica invasiva acima de 16 horas por dia.

AME é uma doença genética que não tem cura. Ela interfere na capacidade do corpo de produzir uma proteína especial que garante a sobrevivência dos neurônios responsáveis pelas atividades motoras. Os músculos perdem a força, ficam cada vez mais fracos e acabam perdendo também a massa muscular. A mutação pode ser herdada de um ou ambos os pais, ou pode ocorrer de forma espontânea.

Remédio é considerado uma terapia inovadora para o tratamento das crianças. É em forma de injeção, aplicada na veia. Um gene que, por algum motivo não foi produzido pelo corpo, é introduzido em um vírus inativo. Quando o sistema imunológico reconhece a presença do “estranho”, ataca o vírus e solta o gene, que vai até os neurônios. Quando se instala, consegue fazer com que sejam produzidas as proteínas necessárias para que o cérebro possa entender que aquelas atividades existem.

Doença é a maior causa genética de morte em bebês e crianças. Apesar de mais comum, o tipo 1 é o mais grave e letal. O diagnóstico é dividido em cinco subtipos, só que, diferentemente de outras doenças, quanto “menor” o grau, maior é o impacto na vida do paciente.

Terapias existentes tendem a estabilizar a progressão da doença. Segundo o Ministério, apenas seis países tem o Zolgensma na rede pública. Antes de o SUS ofertar tecnologias para AME tipo I, crianças com a doença tinham alta probalidade de morte antes dos 2 anos de idade. Expectativa é que, após a aplicação do medicamento, as crianças possam ter, ainda que aos poucos, a capacidade de sentar sozinhas, engolir ou mastigar.

Para pacientes fora da faixa etária aprovada do Zolgensma, o SUS garante dois medicamentos gratuitos na rede pública para os tipos 1 e 2 da AME: nusinersena e risdiplam. Somente em 2024, foram dispensadas mais de 800 prescrições desses medicamentos. Ambos são tratamentos de uso contínuo.

noticia por : UOL

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