Com designação dos EUA, PCC e CV se juntam a Estado Islâmico, Al-Qaeda e Hamas em lista de terroristas


    EUA decidem classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas
    O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) que vai incluir as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras. A medida entrará em vigor em 5 de junho.
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    Conhecidas nos Estados Unidos pela sigla FTO (Foreign Terrorist Organizations), essas organizações são grupos estrangeiros envolvidos em atividades terroristas ou que tenham capacidade ou intenção de realizar atos desse tipo.
    Além disso, segundo a legislação americana, essas organizações representam uma ameaça à segurança dos EUA.
    A lista foi criada em 1996, durante o governo de Bill Clinton.
    Na época, o Congresso americano aprovou a Lei Antiterrorismo e de Pena de Morte Efetiva (Antiterrorism and Effective Death Penalty Act) para reforçar o combate ao terrorismo.
    Em outubro de 1997, os Estados Unidos fizeram as primeiras designações e incluíram uma série de organizações na lista. Entre elas estavam Hamas, Hezbollah e a Frente de Libertação da Palestina.
    Ao longo dos anos, outros grupos receberam a mesma classificação, como a Al-Qaeda (1999), o Estado Islâmico (2004) e o Cartel de los Soles (2025).
    Atualmente, 94 organizações integram a lista de organizações terroristas dos Estados Unidos. Veja a seguir:
    Hamas (1997)
    Hezbollah (1997)
    Frente de Libertação da Palestina (1997)
    Jihad Islâmica Palestina (1997)
    Frente Popular para a Libertação da Palestina (1997)
    Comando-Geral da Frente Popular para a Libertação da Palestina (1997)
    Partido/Frente Revolucionária de Libertação do Povo (1997)
    Sendero Luminoso (1997)
    Grupo Abu Sayyaf (1997)
    Harakat ul-Mujahidin (1997)
    Partido dos Trabalhadores do Curdistão (1997)
    Tigres de Libertação do Tamil Eelam (1997)
    Exército de Libertação Nacional (1997)
    Al-Qaeda (1999)
    Movimento Islâmico do Uzbequistão (2000)
    Novo Exército Republicano Irlandês (2001)
    Lashkar-e-Taiba (2001)
    Jaish-e-Mohammed (2001)
    Jemaah Islamiya (2002)
    Partido Comunista das Filipinas/Novo Exército do Povo (2002)
    Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (2002)
    Asbat al-Ansar (2002)
    Brigada dos Mártires de Al-Aqsa (2002)
    Lashkar-i-Jhangvi (2003)
    Estado Islâmico (2004)
    Exército Republicano Irlandês da Continuidade (2004)
    Ansar al-Islam (2004)
    União da Jihad Islâmica (2005)
    Al-Shabaab (2008)
    Movimento da Jihad Islâmica em Bangladesh (2008)
    Brigadas do Hezbollah (2009)
    Luta Revolucionária (2009)
    Al-Qaeda na Península Arábica (2010)
    Jaysh al-Adl (2010)
    Tehrik-e Taliban Paquistão (2010)
    Movimento da Jihad Islâmica (2010)
    Exército do Islã (2011)
    Mujahideen Indianos (2011)
    Rede Haqqani (2012)
    Brigadas Abdallah Azzam (2012)
    Jemaah Anshorut Tauhid (2012)
    Ansar al-Dine (2013)
    Boko Haram (2013)
    Ansaru (2013)
    Batalhão Al-Mulathamun (2013)
    Estado Islâmico Província do Sinai (2014)
    Ansar al-Sharia em Benghazi (2014)
    Ansar al-Sharia em Darnah (2014)
    Ansar al-Sharia na Tunísia (2014)
    Exército dos Homens da Ordem Naqshbandi (2015)
    Al-Qaeda no Subcontinente Indiano (2016)
    Estado Islâmico na Líbia (2016)
    Estado Islâmico Província de Khorasan (2016)
    Hizbul Mujahideen (2017)
    Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (2018)
    Brigadas Al-Ashtar (2018)
    Estado Islâmico no Grande Saara (2018)
    Estado Islâmico na África Ocidental (2018)
    Estado Islâmico nas Filipinas (2018)
    Estado Islâmico em Bangladesh (2018)
    Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (2019)
    Liga dos Justos (2020)
    Movimento dos Braços do Egito (2021)
    Estado Islâmico na República Democrática do Congo (2021)
    Estado Islâmico em Moçambique (2021)
    Segunda Marquetalia (2021)
    Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (2021)
    Cartel de Sinaloa (2025)
    Cartel Jalisco Nova Geração (2025)
    Cartel del Noreste (2025)
    Nova Família Michoacana (2025)
    Cartel do Golfo (2025)
    Cartéis Unidos (2025)
    Tren de Aragua (2025)
    Mara Salvatrucha (2025)
    Ansarallah (2025)
    Viv Ansanm (2025)
    Gran Grif (2025)
    Exército de Libertação do Baluchistão (2025)
    Los Choneros (2025)
    Los Lobos (2025)
    Harakat al-Nujaba (2025)
    Harakat Ansar Allah al-Awfiya (2025)
    Kata’ib Sayyid ul-Shuhada (2025)
    Brigadas Imam Ali (2025)
    Barrio 18 (2025)
    Federação Anarquista Informal/Frente Revolucionária Internacional (2025)
    Justiça Proletária Armada (2025)
    Autodefesa Revolucionária de Classe (2025)
    Antifa Leste (2025)
    Cartel de los Soles (2025)
    Clã do Golfo (2025)
    Irmandade Muçulmana do Líbano (2026)
    Irmandade Muçulmana do Sudão (2026)
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    AFP via Getty Images
    PCC e CV no radar
    Em comunicado, os EUA afirmaram que CV e PCC estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e disseram que os grupos “comandam milhares de integrantes” e são responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis.
    Em uma rede social, o secretário Marco Rubio afirmou que a atuação das facções ultrapassa as fronteiras brasileiras e alcança outros países da região e os Estados Unidos.
    “O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e cortar financiamento e recursos de narcoterroristas”, escreveu.
    O governo americano disse ainda que a medida reforça o compromisso da administração Trump de “desmantelar cartéis e organizações criminosas” na região.
    Nos bastidores, o governo Lula atuava para tentar impedir que os Estados Unidos adotassem a medida.
    A avaliação no Palácio do Planalto é que a classificação como grupo terrorista abriria margem para ações mais duras dos Estados Unidos.
    Em um cenário extremo, os norte-americanos poderiam usar esse argumento para conduzir uma operação militar no Brasil, como já ocorreu em outros países.
    Especialistas em segurança pública também argumentam que a legislação brasileira de combate a facções criminosas prevê penas mais duras do que a lei antiterrorismo.
    Uma fonte ouvida pelo repórter Guilherme Balza, da GloboNews, afirmou que o governo brasileiro não foi avisado da medida.
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    Fonte: G1

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