Início VARIEDADES Bom para memória? Cientistas descobrem alimento capaz de regenerar neurônios 

Bom para memória? Cientistas descobrem alimento capaz de regenerar neurônios 

Cientistas da universidade de Queensland, na Austrália, investigaram com sucesso as propriedades regenerativas do cogumelo Hericium Erinaceus para o cérebro. De acordo com a descoberta publicada em um artigo em 2023, compostos da popular “Juba de Leão” ou “Melena de Leão”, podem ser funcionais no crescimento e ramificação dos neurônios.

Os benefícios para a memória podem ter potencial no tratamento de doenças neurodegenerativas como as demências, tipo o Mal de Alzheimer. “Testes clínicos nos extratos dos cogumelos descobriram que eles têm impactos significativos no crescimento das células cerebrais e na memória”, disse o Professor Frederic Meunier, do Queensland Brain Institute, em entrevista ao site oficial da faculdade.

Utilizando um microscópio superpotente para apurar os resultados, a pesquisa isolou compostos ativos do cogumelo, especialmente a hericena A e a NDPIH, demonstrando que ativam uma via de sinalização crucial para o crescimento neuronal e a plasticidade das sinapses – a transmissão de informações entre os neurônios.

“Nossa ideia foi identificar os componentes bioativos naturais que poderiam chegar ao cérebro e regular o crescimento dos neurônios, resultando em uma melhor formação da memória”, afirmou à entrevista o coautor do estudo, Dr. Martinez-Marmol.

Testes realizados em ratos mostraram o potencial do alimento natural em uma melhora da memória espacial, ou a capacidade de memorizar lugares e a localização de objetos. Os achados foram publicados no “Journal of Neurochemistry”.

Como o Hericium Erinaceus atua no cérebro? 

A pesquisa concluiu que o Hericium Erinaceus atua através de uma nova via de sinalização pan-neurotrófica, levando a um desempenho cognitivo melhorado. Os percentuais de melhora variam de 100% a 400% nas conexões nervosas dos modelos pesquisados.

Os achados reforçam que vários compostos extraídos do fungo protegem contra o declínio cognitivo relacionado à idade em camundongos selvagens e em modelos de camundongos com doença de Alzheimer.

O potencial do alimento mostrou uma melhora da memória espacial, ou a capacidade de memorizar lugares e a localização de objetos. (Foto: Foto: Google DeepMind | Unsplash)

Os autores sugerem que a administração de hericene A de H. Erinaceus pode ser útil para melhorar a função cerebral e as patologias relacionadas a distúrbios neurodegenerativos, como o Alzheimer.

O alimento é um suplemento tradicional

O Hericium erinaceus é conhecido tradicionalmente por seu perfil neurotrófico e possui numerosos componentes bioativos, como polissacarídeos, erinacinas, hericerinas, hericenos, entre outros.

Há muito tempo os cientistas verificam fortes efeitos neurotróficos dos extratos de H. Erinaceus, como as hericenonas e erinacinas, com a capacidade de atravessar com sucesso a barreira hematoencefálica e ajudar na regeneração de conexões neurais perdidas.

O cogumelo ficou ainda mais badalado no ano passado, quando a supermodelo Gisele Bündchen divulgou em suas redes sociais sua suposta relação com ele na luta contra a depressão.

Recomendações e cuidados com o uso do Hericium Erinaceus

Os testes foram realizados tanto in vitro quanto em modelos de animais vivos com lesões dos nervos, acidentes vasculares cerebrais e condições do cérebro – incluindo as demências relacionadas ao envelhecimento cerebral.

Apesar do potencial, os cientistas alertam que são necessários estudos adicionais para testar a hipótese para além de qualquer dúvida.

A forma mais adequada e recomendada por especialistas para a preservação da saúde cerebral é um conjunto de hábitos saudáveis que incluem sono regular, exercícios físicos e alimentação adequada.  

noticia por : Gazeta do Povo

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