VINÍCIUS ANTÔNIO
EDUARDA FERNANDES
DO REPÓRTER MT
O
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Na operação, são cumpridos nove mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e cinco ordens de sequestro de veículos de luxo. Os mandados são cumpridos em Várzea Grande e no Rio de Janeiro.
As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, com base nas investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).
Segundo a Polícia Civil, as medidas têm como objetivo atingir um núcleo responsável por garantir proteção a foragidos, manter integrantes armados, movimentar recursos financeiros, fornecer apoio logístico e ocultar patrimônio.
Entre os alvos estão criminosos que, conforme a investigação, estariam escondidos em áreas dominadas pela facção no Rio de Janeiro, além de pessoas apontadas como integrantes dos braços financeiro, operacional, logístico e patrimonial do grupo em Mato Grosso.
Veja a lista de todos os alvos:
Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”;
Guilherme Moura da Silva;
Guilherme dos Santos da Silva, conhecido como “Gordinho”;
Josiel Raimundo Fernandes, conhecido como “Xuxu” ou “Hane”;
Edenison Luiz Moura de Melo, conhecido como “Chorão” ou “Delícia”;
César Augusto Ramalho;
Jerremy Valério Araújo;
Luis Fernando Silva Oliveira, conhecido como “Frajola”;
Salomão Araújo dos Santos, conhecido como “Sal da Várzea”;
Kayo Fernando Pereira da Cunha.
Base operacional no Rio de Janeiro
A investigação aponta que o Rio de Janeiro não era usado apenas como esconderijo. A estrutura instalada no estado fluminense funcionaria como base de proteção, comando e articulação, concentrando foragidos da Justiça de Mato Grosso, integrantes classificados como “soldados armados” e pessoas responsáveis por dar suporte à liderança.
Parte dos investigados estaria instalada no Complexo do Alemão. De acordo com a Polícia Civil, o local funcionava como um entreposto operacional, mantendo conexões com as atividades criminosas desenvolvidas em Mato Grosso.
Fuzis e estrutura armada
As investigações também identificaram integrantes portando e efetuando disparos com fuzis de uso restrito. Há ainda registros relacionados à guarda e ao remanejamento de armas e munições.
Conforme a apuração, foram encontrados registros de homens armados em território dominado pela facção, além do manuseio de fuzis com referências ao grupo criminoso e ao apelido da liderança investigada.
Frota de luxo
A Justiça determinou o sequestro de um Porsche Boxster GTS, duas BMWs, um Audi A3 e um Volkswagen T-Cross. Juntos, os cinco veículos estão avaliados em aproximadamente R$ 1,5 milhão.
A Polícia Civil afirma que os automóveis circulavam entre integrantes do grupo no eixo Rio de Janeiro–Mato Grosso. Alguns estavam registrados em nome de terceiros, embora fossem utilizados por pessoas próximas à liderança.
Os veículos seriam empregados no deslocamento dos integrantes, no apoio logístico, na ostentação e na ocultação de patrimônio. O sequestro faz parte da estratégia de descapitalização do grupo criminoso.
O nome Dark Route, que significa “rota sombria”, faz referência à ligação criminosa estabelecida entre Mato Grosso e o Rio de Janeiro para a circulação de integrantes, recursos financeiros, apoio logístico e veículos de luxo.
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FONTE : ReporterMT
