Atrás na contagem dos votos no Peru, partido de Roberto Sánchez diz que não respeitará resultado das eleições e convoca manifestação


    O candidato à Presidência do Peru Roberto Sánchez durante entrevista à agência de notícias Reuters no dia 10 de abril de 2026
    Angela Ponce/Reuters
    O partido Juntos por el Perú, do candidato Roberto Sánchez, disse que não respeitará o resultado final das eleições presidenciais por “falta de transparência”.
    Com 99% das urnas apuradas, Sánchez está atrás na contagem de votos contra sua adversária, Keiko Fujimori, por uma diferença de cerca de 35 mil votos, ou 0,2 ponto percentual. O órgão eleitoral do país ainda não declarou um vencedor oficialmente.
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    A sigla convocou uma manifestação em Lima para a próxima quarta-feira (17) e planeja outros atos ao longo da semana.
    Para justificar o protesto, o Juntos por el Perú afirmou à imprensa do país que “o voto dos cidadãos foi deslegitimado” e que não respeitaria o resultado oficial pois acredita que ele “não reflete a vontade popular com absoluta transparência”.
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    Na última sexta-feira (12), Sánchez pediu em suas redes sociais a revisão e a recontagem de “todas as atas que a legislação permita revisar”, devido à pouca diferença de votos recebidos entre ele e Keiko Fujimori.
    Ele fez um apelo a Keiko para que se juntasse à campanha pela revisão.
    Recontagem oficial
    O JJE (Jurado Eleitoral Especial), órgão máximo da eleição peruana, disse antes do segundo turno, no último dia 7, que os resultados oficiais podem ser anunciados mais de um mês após a votação, depois da recontagem e o julgamento das contestações dos dois partidos.
    O presidente do JEE, Roberto Rolando Burneo Bermejo, disse que o processo de recontagem é demorado, e, por isso, estimou que o resultado pode sair apenas em meados de julho, dada a proximidade do número de votos de cada candidato.
    A quantidade de atas sob revisão é pequena se comparada ao total de votos no Peru — no total, há 92.700 atas no sistema eleitoral peruano. No entanto, a disputada na apuração é tão acirrada, que as atas revisadas podem redefinir o resultado.
    Bermejo afirmou ainda que mais atas podem ser submetidas a recontagens caso o Jurado Nacional de Eleições entenda que seja o caso.
    As recontagens podem ser feitas por diferentes razões, como:
    O número de cédulas eleitorais não correspondente ao de eleitores daquela mesa eleitoral;
    Quando há divergência no número de votos do boletim da ata e da urna correspondente;
    Quando os partidos concorrentes contestam o resultado da ata e a mesa eleitoral aceita a contestação.
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    Fonte: G1

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