Apesar das críticas duras e de declarações anteriores do republicano que colocavam em xeque a permanência do país, os EUA ficam na aliança. A informação foi confirmada pelo próprio Trump horas depois, em uma coletiva de imprensa, em que declarou que seu país é o maior financiador da aliança.
Na mesma coletiva, o americano mudou o tom e chamou a cúpula de um “grande sucesso”. Ele também começou elogiando o presidente da Turquia, Tayyip Erdo?an: “Ele é um grande líder. Ele é meu amigo, tem sido meu amigo por muito tempo. Ele é uma pessoa forte.”
Em uma reunião fechada, Trump falou não só da vontade de permanecer na Otan, como também de seguir vendendo armas aos aliados. A informação da Reuters condiz com uma declaração conjunta dada pelos países-membros da organização pouco depois da reunião.
Líderes da Otan disseram que, a portas fechadas, “tudo era amor e união”. Os comentários deles vieram em forte contraste com a impressão criada pelas declarações públicas anteriores do republicano. “Sentimos que esta aliança está mais unida do que nunca”, falou o secretário-geral do grupo, Mark Rutte.
Americano também anunciou um investimento de U$ 3 bilhões em defesa da Otan com empresas dos EUA. “Todos esses acordos beneficiam diretamente a base industrial de defesa dos EUA e o que isso realmente faz é gerar empregos”, explicou. Ele não deu detalhes de como esse montante seria aplicado, nem quando.
A declaração dos países-membros da Otan, incluindo os EUA, reafirmou o compromisso “inabalável” com a cláusula de assistência mútua do tratado. A cláusula, presente no Artigo 5º, estabelece que um ataque a qualquer um dos membros da Otan é considerado um ataque a todos.
noticia por : UOL
