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Advogado que matou idosa segue preso e perde CNH por até 5 anos

VANESSA MORENO

DO REPÓRTERMT

A juíza do Núcleo de Justiça 4.0, Henriqueta Fernanda Lima, manteve a prisão do advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, que atropelou e matou Ilmes Dalmis Mendes da Conceição, de 72 anos, em janeiro deste ano, na Avenida da FEB, em Várzea Grande. Em decisão proferida nessa terça-feira (17), a magistrada determinou ainda a suspensão da carteira de motorista dele durante o processo, por até cinco anos.

“Ante o exposto, decido: I. Indeferir o pedido de revogação da prisão preventiva formulado pela Defesa, mantendo-se Paulo Roberto Gomes dos Santos segregado cautelarmente, pelos fundamentos expostos. II. Deferir a representação da Autoridade Policial, ratificada pelo Ministério Público, para decretar a suspensão da permissão ou habilitação para dirigir veículo automotor de Paulo Roberto Gomes dos Santos, pelo prazo de toda a persecução penal, até o trânsito em julgado da sentença condenatória ou absolutória, observado o limite máximo de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 294 do Código de Trânsito Brasileiro”, diz trecho da decisão.

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Para suspender a CNH, a juíza Henriqueta Lima considerou que Paulo Roberto dirigia em alta velocidade, sob efeito de Mounjaro, atropelou a vítima e não prestou socorro. Além disso, a perícia indicou que ele poderia ter evitado o acidente, mas não fez nada.

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“O indiciado praticou atropelamento fatal conduzindo veículo automotor em velocidade extremamente excessiva (entre 101-103 km/h em via urbana), sob efeito reconhecido de medicamento que alterou sua consciência (Mounjaro), e, após ceifar a vida da vítima, evadiu-se do local sem prestar qualquer socorro. A perícia técnica demonstrou que o agente tinha plenas condições de evitar o resultado letal, mas não esboçou qualquer reação de frenagem ou desvio, caracterizando dolo eventual e absoluto desprezo pela vida humana”, destacou a juíza.

Para manter a prisão, Henriqueta Lima entendeu que continuam existindo motivos para manter Paulo Roberto na cadeia, também porque ele dirigia em alta velocidade, atropelou a vítima e fugiu sem prestar socorro.

Também pesa contra o advogado o fato de ele já ter antecedentes criminais, entre eles o assassinato de um delegado e o feminicídio de uma ex-amante, cujo corpo foi esquartejado e jogado em rio. A magistrada destacou ainda o histórico de tentativa de fuga da responsabilidade, com uso de identidade falsa por anos.

O caso

O atropelamento aconteceu no dia 20 de janeiro, na Avenida da FEB, em Várzea Grande. Paulo Roberto dirigia um Fiat Toro em alta velocidade e atropelou Ilmes Dalmis quando ela concluía a travessia na avenida.

Ela foi arremessada para a pista contrária e atingida por outro veículo.

Após atropelar a idosa, o advogado fugiu sem prestar socorro, mas foi capturado logo em seguida. Ele alegou que estava passando mal porque tomou Mounjaro e que foi a vítima que o atropelou.

Histórico criminoso

Paulo Roberto Gomes dos Santos possui pelo menos duas condenações criminais, além de figurar como réu em mais de 20 processos.

Em 2006, ele foi condenado a 19 anos de prisão pela morte de Rosimeire Maria da Silva, em 2004, cujo corpo foi esquartejado e jogado em rios de Mato Grosso. Na época, ele utilizava a identidade falsa de Francisco de Ângelis Vaccani Lima e mantinha relação extraconjugal com a vítima.

Além desse caso, o advogado também foi condenado a 13 anos de prisão pelo assassinato do delegado Eduardo da Rocha Coelho, ocorrido em 1998, no Rio de Janeiro. À época, Paulo era policial civil e atirou contra a autoridade dentro de uma viatura.

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FONTE : ReporterMT

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