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Advogada presa por envolvimento com tráfico em Cuiabá pede para sair da cadeia por estar grávida

GUSTAVO CASTRO

VANESSA MORENO

DO REPÓRTERMT

A defesa da advogada Jackeline Santana da Silva Nascimento, presa hoje (26) durante a Operação Iter Mali, ingressou com um pedido de substituição da prisão preventiva por domiciliar. O argumento é que a investigada está em fase final de gravidez e possui um filho pequeno que depende de seus cuidados.

Como noticiado pelo , Jackeline foi alvo da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) sob a acusação de atuar na contabilidade de uma organização criminosa liderada por seu companheiro. Segundo a Polícia Civil, ela utilizava a prerrogativa da profissão para auxiliar o grupo no tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Cuiabá e Várzea Grande.

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Em audiência de custódia realizada nesta noite, o juiz Wladymir Perri, da 3ª Vara Criminal de Várzea Grande, confirmou a legalidade da prisão efetuada pela Polícia Civil, mas não decidiu de imediato sobre o pedido de domiciliar. O magistrado determinou que o Ministério Público Estadual (MPMT) se manifeste com urgência sobre a condição de saúde e a situação maternal da advogada antes de tomar uma decisão definitiva.

Não me resta no momento, diante da legalidade da prisão, senão determinar a imediata abertura de vista ao Ministério Público para que se manifeste acerca do pedido formulado pela defesa técnica”, despachou o juiz.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) acompanhou o procedimento para garantir as prerrogativas profissionais de Jackeline. Caso a prisão seja mantida após o parecer do MP, a defesa deve recorrer ao Tribunal de Justiça.

Operação

As ordens judiciais foram decretadas pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Várzea Grande e cumpridas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), após as investigações descobrirem a atuação desse grupo criminoso.

Ao todo, foram cumpridos 9 mandados de prisão preventiva, 9 de busca e apreensão domiciliar, além de 10 bloqueios de contas bancárias e indisponibilidade de valores dos investigados.

As investigações foram iniciadas em 2024, após cumprimento de um mandado de busca e apreensão que resultou na apreensão de drogas e dinheiro oriundo do tráfico, sendo descoberta a existência de uma complexa associação voltada ao narcotráfico.

A Denarc identificou uma rede estruturada, com papéis bem definidos entre os membros, sendo o líder responsável pelo fornecimento das drogas, um operador encarregado do fracionamento, embalagem e distribuição, e demais integrantes responsáveis pela venda nas “bocas de fumo”, além de um investigado que utilizava contas de terceiros para movimentar os recursos obtidos com o tráfico.

Foi apurado o uso sistemático de termos codificados nas conversas entre os investigados, tais como “parafuso”, “bala” e “farinha”, para designar as drogas comercializados, o que evidenciou a sofisticação do grupo, que realizava transações diárias com expressivas quantidades de drogas.

De acordo com o delegado Marcelo Miranda Muniz, responsável pela investigação, a advogada não se limitava à prestação de serviços jurídicos, mas agia ativamente na contabilidade do grupo, inclusive, em processos judiciais nos quais a investigada figurava como defensora de outros integrantes do grupo criminoso.

Em ação policial anterior, foram apreendidos na casa de Jackeline uma pistola de calibre 9 mm, um carregador com 25 munições, além de um cofre contendo mais de R$ 10,7 mil em espécie, valor proveniente da venda ilícita das drogas ilícitas.

FONTE : ReporterMT

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