Veja comparativo entre terremotos do Japão, nesta terça, e da Venezuela, há um mês

    0

    Veja o momento que terremoto de magnitude 7,1 atinge o Japão
    O forte terremoto que atingiu nesta terça-feira (28) o Japão teve semelhanças com os tremores que atingiram a Venezuela há um mês, em termos de magnitude e profundidade. O rastro de destruição, no entanto, foi maior no caso venezuelano.
    Veja, abaixo, pontos de comparação entre os dois tremores:
    Magnitude
    Japão: um único tremor de magnitude 7,1, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA);
    Venezuela: 7,2 no primeiro tremor e 7,5 no segundo, que ocorreu segundos depois do primeiro e foi o mais forte dos dois.
    Profundidade
    Japão: 10 km
    Venezuela: 20,3 km no primeiro tremor e 10 km no segundo.
    Epicentro
    Japão: epicentro em terra, próximo às cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu.
    Venezuela: epicentros também em terra em terra, no estado de Yaracuy, mas na região centro-norte próxima à costa.
    LEIA MAIS:
    Um mês após terremotos, Venezuela admite até 10 mil mortos e tem relatos de 30 mil desaparecidos
    VIDEOS E FOTOS: Veja destruição causada pelo terremoto no sul do Japão
    Infraestrutura atingida
    Japão: até a última atualização desta reportagem, a destruição causada pelo tremor do Japão incluía um desabamento parcial do shopping Aeon Mall, em Kashima e a queda de uma chaminé na fábrica de papel Nippon Paper. A primeira-ministra do Japão falou também em pontes desabadas, estradas rachadas, incêndios e imóveis sem energia. Trens-bala foram suspensos, e o aeroporto de Aso Kumamoto, fechado. As usinas nucleares não registraram anomalias;
    Venezuela: o governo venezuelano afirmou que os tremores causaram danos em quase mil edifícios e que 190 deles desabaram; o Aeroporto Internacional Simón Bolívar foi danificado e fechado na ocasião; o governo venezuelano afirmou ainda que pontes, estradas, energia, água e telecomunicações ficaram fortemente comprometidos. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) estimou as perdas econômicas em, pelo menos, US$ 6,7 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões).
    Número de mortos
    Japão: ainda não havia um balanço oficial de mortos até a última atualização desta reportagem, mas, segundo a imprensa local, a polícia fala de um “número considerável” de vítimas no shopping Aeon Mall, ainda não oficializado.
    Venezuela: mais de 5 mil mortos (5.069 confirmados em balanço oficial, número que seguiu subindo com o avanço das buscas).
    Número de feridos
    Japão: ao menos 50 pessoas hospitalizadas nas primeiras horas.
    Venezuela: 16.740 feridos, segundo o balanço oficial.
    Número de desaparecidos
    Japão: entre 34 e 44 pessoas dadas como desaparecidas, incluindo de 20 a 30 trabalhadores do shopping.
    Venezuela: as autoridades evitam divulgar um número oficial, mas a ONU estima que possam chegar a 50 mil.
    Preparação de cada país para terremotos
    Japão: referência mundial em prevenção. O país tem códigos de construção antissísmicos rígidos, sistemas de alerta precoce, simulados frequentes e resposta governamental imediata — nesta terça, uma força-tarefa foi montada e cerca de 3.600 militares mobilizados, com 300 mil pessoas orientadas a buscar abrigos. É justamente esse preparo que explica por que um tremor de 7,1 e raso resultou, até agora, em poucas mortes.
    Venezuela: o cenário é oposto. Muitos prédios em La Guaira e Caracas não foram construídos segundo normas sísmicas modernas, o que provocou colapsos generalizados. A resposta do governo foi criticada como lenta e ineficiente, e famílias chegaram a buscar vítimas nos escombros com as próprias mãos, por falta de maquinário pesado.
    source
    Fonte: G1